Sente-se com coragem? Museu da Comida Nojenta vai abrir três meses

Ideia é do autor do Museu dos Falhanços. Entre morcegos, cabeças de coelho picantes e pénis de boi cru, é o arenque sueco fermentado que não deixa Samuel West dormir à noite

Samuel West é um psicólogo norte-americano que mostra um gosto por abrir museus que podem ser tidos como peculiares. Depois do Museu dos Falhanços, em Helsinborg, na Suécia (já se espalhou a Toronto, Los Angeles e está planeado para Xangai), vem aí o Museu da Comida Nojenta, em Malmö, também no país escandinavo.

O nome fala por si (é efetivamente um museu e tem realmente comida que pode ser considerada nojenta) e as iguarias presentes no espaço justificam-no. Assim, existe desde pénis de boi cru, porquinhos-da-Índia assados, morcegos, tubarão podre, uma fruta malcheirosa do sudeste asiático, um queijo com vermes ou, ainda nos laticínios, um queijo de cabra da sardenha apelidado de "viagra da Sardenha" e que que sabe "a gasolina e amoníaco misturado com cera". Esta última definição é cortesia de um tweet do mais recente museu de Samuel West.

O psicólogo, em declarações à publicação sueca The Local, admitiu que o "objetivo é que o museu seja divertido, interessante e interativo". "Pode-se provar, cheirar e, em alguns casos, tocar na comida", referiu. No entanto, uma tour sobre tão interessantes pratos de cada continente do planeta acarreta vários custos: logísticos, financeiros... e olfativos.

O cheiro do arenque sueco fermentado foi especialmente difícil de conter: "Testámos e testámos e quase fomos expulsos do nosso anterior escritório por causa do cheiro. Acho que já resolvemos, mas não tenho a certeza. É uma coisa que me mantém acordado à noite".

Samuel West, que foi para a Suécia aos 21 anos, há duas décadas, explicou que o Museu da Comida Nojenta pretende também alertar para situações mais sérias, como "questionar a as ideias de nojento se vamos considerar fontes mais sustentáveis de proteínas, como insetos".

Comparando os seus dois museus, West diz que são ambos "divertidos", mas que é mais fácil as pessoas se "identificarem" com o da comida. "Apenas farejar e respirar o falhanço até um certo ponto. Mas se se tiver um tubarão podre à frente da cara deseja-se nunca ter nascido", disse.

A ideia era que o museu, que abre a 31 de outubro e está aberto apenas até ao fim de janeiro de 2019, fosse o mais barato possível para Samuel West, que trouxe consigo para esta nova ideia a maioria da equipa do Museu dos Falhanços. No entanto, admite, "há muito risco" e "se ninguém aparecer" vai perder dinheiro. "Mesmo muito dinheiro", frisou.

Outra questão é a situação logística: "O que é mais giro de ver? Réplicas ou mesmo a comida? É mais divertido ter uma fruta real da Tailândia". Para isto acontecer, no entanto, a equipa de Samuel West tem de trocar algumas coisas todos os dias, e outras dias sim dia não, para que as iguarias se mantenham, dentro das circunstâncias, "frescos".

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