Revolta. Duas jovens passeiam de carro na Cidade Proibida

Lu Xiaobao era uma desconhecida, mas tudo mudou quando publicou uma foto sua e de uma amiga a andarem de carro da Cidade Proibida, em Pequim - um dos mais icónicos monumentos da história chinesa

As fotos das duas jovens, de óculos escuros, imortalizando o momento, junto a um jipe no coração da Cidade Proibida, foram publicadas por uma delas, Lu Xiaobao, na rede social Weibo - o Twitter chinês. As imagens da visita, que terá sido autorizada pelos responsáveis do espaço, rapidamente se tornaram virais e provocaram uma onda de protestos entre os internautas a exigir explicações.

Situada perto da imensa praça Tiananmen, em Pequim, com seis séculos de antiguidade, a Cidade Proibida foi o palácio imperial entre 1420 e 1912. É património mundial e um dos mais bem guardados lugares emblemáticos da capital chinesa. Acessível apenas para pedestres, o lugar recebeu 19 milhões de visitantes no ano passado.

Situada perto da imensa praça Tiananmen, em Pequim, com seis séculos de antiguidade, a Cidade Proibida é a antiga residência dos imperadores e um dos lugares mais emblemáticos da capital chinesa. Acessível apenas para pedestres, o lugar recebeu 19 milhões de visitantes no ano passado.

"Mesmo os dirigentes estrangeiros devem descer de seus veículos para visitar a Cidade Proibida", destacou uma internauta identificada como Maomao. "Esse comportamento é doloroso para os cidadãos", reclamou outro, que se somou à onda de críticas contra as visitas privilegiadas que beneficiam alguns grupos, de famílias de posses, na China.

Segundo a BBC, os funcionários deste que é um dos principais marcos da China pediram desculpas depois de aparentemente terem permitido que Lu Xiaobao e a amiga entrassem daquela forma em instalações fortemente protegidas. "Estamos profundamente angustiados e pedidmos as nossas sinceras desculpas", foi escrito na página oficial do Museu do Palácio, na internet.

Visitas privilegiadas criticadas

Apesar de ter rapidamente removido as fotografias, perante a revolta registada em milhares de comentários, Lu não conseguiu, ainda assim, travar a indignação. A hashtag #DrivingIntoTheForbiddenCity rapidamente se tornou viral e foi usada centenas de milhares de vezes. Os utilizadores daquela rede social reconhecem que Lu excluiu as fotos originais, mas de pouco adiantou: "Excluir as fotos é inútil; toda a nação chinesa as viu", assinalou um internauta num comentário partilhado 400 mil vezes.

A hashtag #DrivingIntoTheForbiddenCity rapidamente se tornou viral e foi usada centenas de milhares de vezes.

Muitos internautas especularam que Lu pertencerá a uma família de posses, já que publicações anteriores da sua conta mostram-na num iate de luxo. A sua conta no Weibo diz que é comissária de bordo da Air China, mas a companhia aérea respondeu a perguntas da comunicação social dizendo que Lu "deixou a empresa há alguns anos". O influente jornal local Beijing News diz que uma mulher, que afirma ser amiga de Lu, revelou ter sidoi convidada pelo Museu do Palácio para participar num evento. Lu não quis fazer comentários.

A China tem leis rigorosas sobre a proteção de relíquias culturais e já havia colocado pessoas na lista negra por vandalizar sites importantes. Esta não é a primeira vez que a Cidade Proibida é criticada por fotos controversas no local.

Em junho de 2015, circulavam imagens de uma sessão de fotos de uma modelo nua do Museu do Palácio. O jornal China Daily disse na época que a modelo poderia enfrentar vários dias de detenção, mas também levantou questões sobre o comportamento "ético e moral" em um "local histórico".

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