Polícia de Colónia diz ter evitado novo ataque a mulheres na Passagem de Ano

Agentes revistaram 650 homens junto à estação dos comboios, onde no ano passado centenas de mulheres sofreram agressões sexuais e roubos

A polícia alemã disse hoje ter evitado uma repetição dos ataques sexuais e roubos sofridos por centenas de mulheres em Colónia na Passagem de Ano de 2015 para 2016, revistando 650 homens (a maioria do Norte de África).

A polícia montou a sua operação na estação de comboios, travando os homens que se dirigiam para o centro de Colónia. Os ataques contra as mulheres de há um ano geraram um coro de críticas contra a política de portas-abertas aos refugiados, da chanceler Angela Merkel.

O chefe da polícia de Colónia, Juergen Mathies, não disse quantos destes homens foram autorizados a entrar no centro da cidade, mas negou que a revista fosse uma discriminação racial. Também disse que muitos dos detidos foram agressivos.

"Isto era claramente para prevenir incidentes iguais aos do ano passado", disse numa conferência de imprensa. "Grande parte deste grupo de pessoas que foi parado era do tipo de pessoas de quem são esperados atos criminosos. Foi por isso que fizemos esta abordagem de forma clara", acrescentou.

A polícia deteve 92 pessoas - incluindo 16 alemães e dez sírios - durante as festas da Passagem de Ano em Colónia. A polícia tinha instalado novas câmaras de videovigilância na praça da estação.

Muitos dos suspeitos dos ataques de há um ano aparentavam ser do Norte de África ou árabes, segundo a polícia.

Esses ataques ajudaram ao crescimento do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha, que ganhou votos aos conservadores de Merkel em várias eleições regionais no ano passado e são uma ameaça para as eleições deste ano, onde a chanceler procura o quarto mandato consecutivo.

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