Netanyahu anuncia retirada da sua imunidade parlamentar

O primeiro-ministro de Israel está envolvido em três casos de alegada corrupção.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu anunciou que pediu hoje o levantamento de imunidade ao Parlamento, uma hora antes da sessão parlamentar que devia debater a questão.

"Eu informei o presidente do parlamento que retiro a minha imunidade e mais tarde vou acabar com as alegações ridículas sobre mim", disse Netanyahu através de um comunicado.

A 21 de novembro, o procurador-geral Avichai Mandelblit indiciou Benjamin Netanyahu pela suspeita de crimes de corrupção, fraude e quebra de confiança em três processos separados. O chefe do governo israelita afirma estar a ser alvo de uma "caça às bruxas" orquestrada pelos seus opositores e pelos media.

No primeiro caso, o primeiro-ministro israelita está a ser acusado de fraude e quebra de confiança por ter alegadamente recebido presentes de valor elevado, como champanhe cor-de-rosa e charutos, em troca de favores de amigos ricos. Netanyahu garante ter-se tratado de simpatias entre amigos.

O segundo caso, no qual o primeiro-ministro responde às mesmas acusações, refere-se a um acordo que terá feito com um dos principais jornais do país para promover legislação que enfraquecesse o seu rival. Em troca, o jornal comprometia-se a fazer uma cobertura positiva do chefe do governo. Netanyahu nega as acusações e lembra que tal legislação não chegou a ser aprovada.

O terceiro caso é considerado o mais grave. Nele, Netanyahu é acusado de corrupção, além de fraude e quebra de confiança. Nele o chefe do governo é acusado de promover decisões que favoreceram uma empresa de telecomunicações em troca de notícias positivas

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