"Não existe um Portugal B", diz Marcelo na ONU

"Nós não vamos falhar" no combate às alterações climáticas, garantiu o presidente da República na Cimeira da Ação Climática.

"Muito tempo foi perdido. A complacência e a indiferença já não são toleráveis." Quem é o diz Marcelo Rebelo de Sousa, ao discursar esta segunda-feira na Cimeira da Ação Climática, em Nova Iorque.

O discurso do Presidente vai na mesma linha da do secretário-geral das Nações Unidas. António Guterres que "ainda não é demasiado tarde" para atender ao que considera a emergência climática mundial, mas advertiu que o tempo está a esgotar-se.

Marcelo fez aliás questão de afirmar que Portugal "apoia plenamente a visão", do secretário-geral. O desafio crítico das alterações climáticas, disse, "tem sido a marca registada da liderança inteligente e visionária de António Guterres."

O Presidente da República fez questão de puxar pelos pergaminhos de Portugal em matéria de alterações climáticas, lembrando que o nosso país foi dos primeiros a comprometer-se com a neutralidade carbónica até 2050. Porque "não existe Portugal B, como também não existe o Planeta B."

O chefe de Estado fez referência ao Roteiro para a Neutralidade Carbónica para 2050 e à Estratégia de Longo Prazo para a Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Explicou que o objetivo será alcançado descarbonizando totalmente os sistemas de energia e a mobilidade urbana e através do sequestro de carbono mais forte das florestas e outros usos da terra, através de soluções com base na natureza.

Sublinhando que a próxima década é crítica, Marcelo disse que reforçámos a nossa ambição para 2030, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50%; atingir uma meta de eficiência energética de 35%; e atingindo 80% da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, incluindo a eliminação total do carvão. Já realizamos 54% de renováveis ​​em geração elétrica; aplicámos um imposto sobre o carbono; iniciou-se a eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis; e estamos a restaurar os ecossistemas marinhos degradados.

"O nosso objetivo é a neutralidade do carbono até 2050. Incluindo a sociedade civil e o setor privado. Preservar habitats naturais e biodiversidade. E criando emprego!" E cabe aos políticos, frisou, "dar o exemplo".

"Que não se diga que nós falhámos. Nós não vamos falhar", garantiu, no final do discurso.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou, ainda, que Portugal e o Quénia vão organizar a conferência dos Oceanos da ONU, em Lisboa, em junho de 2020.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG