Mulher contagiou 27 clientes no Starbucks. Empregados que usavam máscara escaparam

Mulher contaminou os 27 clientes que estavam na cafetaria em Paju. Surto espalhou-se e atingiu entretanto 66 pessoas.

Uma mulher com covid-19 que esteve numa cafetaria Starbucks em Paju, uma localidade próxima da capital Seul, na Coreia do Sul, contagiou 27 clientes que estavam no estabelecimento, dando origem a um surto que, de acordo com os últimos dados, já afetou 66 pessoas. Os quatro empregados, que estavam de máscara, escaparam ao contágio geral.

O caso tem sido amplamente noticiado pelos media sul-coreanos. A mulher entrou no estabelecimento no dia 8 de agosto, cerca das 19.30, e, depois de ter sido atendida, subiu ao segundo piso da cafetaria e sentou-se perto das escadas, numa mesa que tinha por cima uma saída de ar condicionado, que poderá ter contribuído para disseminar o vírus num espaço com as janelas fechadas. Saiu às 22.00, quando o Starbucks fechou.

No dia seguinte, começou a apresentar sintomas de covid-19, foi ao médico e testou positivo para o novo coronavírus. Nos dias que se seguiram, 27 pessoas que estavam no estabelecimento também foram diagnosticadas com a doença e, a partir destes primeiros infetados, o surto já atingiu 66 pessoas. Esta ilustração, publicada num dos principais jornais da Coreia do Sul e republicada no Twitter por um dos autores da notícia - entretanto divulgada pela Bloomberg -, mostra como o vírus poderá ter-se disseminado.

Já os quatro funcionários do estabelecimento não foram contagiados, o que poderá ser explicado pelo facto de usarem máscara, o que não acontecia com os clientes do estabelecimento, que tiraram as máscaras para comer e beber. "Como testemunhámos no Starbucks, em Paju, o vírus pode espalhar-se quando as pessoas não estão a usar máscara, enquanto comem", afirmou Jung Eun-kyeong, responsável pelo Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul.

Um caso que está a ser apontado como exemplificativo da importância de usar máscara. "Isto diz-nos muito sobre o papel das máscaras", afirmou à Bloomberg Ma Sang Hyuk, infecciologista do Changwon Fatima Hospital. "Podem não garantir 100% de proteção, mas não temos nada mais eficaz [para prevenir os contágios]", advertiu.

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