Morreu o homem que inspirou o Ice Bucket Challenge

A luta de Peter Frates contra a esclerose lateral amiotrófica inspirou o mundo com o desafio que se tornou viral nas redes sociais e que angariou milhões para a investigação da doença. Morreu esta segunda-feira, aos 34 anos.

Chegou ao fim a batalha de Peter Frates contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Ele foi um dos homens que inspirou milhares em todo o mundo a aderir ao Ice Bucket Challenge (Desafio do Balde de Água Gelada, em português) e a angariar dinheiro para a luta contra a doença. O antigo jogador de basebol morreu esta segunda-feira (dia 9), aos 34 anos.

A notícia foi confirmada pela família do ex-capitão de equipa de basebol da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, num comunicado publicado na página da fundação do ex-atleta.

Peter Frates chamou a atenção do mundo para a ELA, com milhares de pessoas em todo o mundo a deixarem-se filmar enquanto deitavam um balde de gelo ou água gelada para cima do corpo, desafiando depois três pessoas a fazer o mesmo. Anónimos e muitas celebridades aderiram ao desafio que se tornou viram e que reuniu milhões em donativos para ajudar na luta contra a doença.

O Ice Bucket Challenge começou em junho de 2014 e tornou-se um fenómeno tanto nos Estados Unidos como a nível mundial, com milhares de vídeos publicados nas redes sociais. A ideia partiu do próprio Peter Frates, que tinha sido diagnosticado com a doença dois anos antes e desafiou amigos e família a tomarem um banho gelado para chamar a atenção para aquela doença degenerativa rara.

Entre as celebridades que aderiram ao desafio Ice Bucket Challenge estava Cristiano Ronaldo, que foi nomeado pelo antigo companheiro de equipa no Manchester United, Darren Fletcher, e que nomeou os cantores norte-americanos Beyoncé, Jennifer Lopez e Lil Wayne. Fábio Coentrão foi quem deu o banho ao capitão da seleção nacional, numa fase em que ambos partilhavam o balneário do Real Madrid.

Devido ao mediatismo, a iniciativa passou a ter como objetivo ajudar a associação norte-americana de esclerose lateral amiotrófica, a ALS Association.

"Pete foi uma inspiração para muitas pessoas em todo o mundo. Um líder nato e o melhor companheiro de equipa que se podia ter, Pete foi um modelo para todos, especialmente os jovens atletas que o admiravam pela sua bravura e espírito inabalável frente às adversidades. Era um lutador nobre que nos inspirou a utilizar as nossas qualidades e forças ao serviço dos outros", pode ler-se na nota.

"De forma notável, Pete nunca se queixou da sua doença. Em vez disso, viu nela uma oportunidade de dar esperança a outros doentes e às respetivas famílias. Durante a sua vida, ele esteve determinado em mudar o rumo de uma doença que não tinha tratamento nem cura", acrescenta o comunicado.

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