Médicos alemães posam nus em protesto pela falta de equipamentos de proteção

Grupo de médicos diz que nudez é uma forma de ilustrar de como estão vulneráveis sem proteção

Um grupo de médicos alemães posou nu em protesto, na tentativa de chamar a atenção para a escassez de roupas e equipamentos de proteção.

Os médicos chamaram ao protesto de Blanke Bedenken , ou Naked Qualms, e disseram que se sentiam em risco de contágio de ser contagiado pelo covid-19 e alegaram que os seus pedidos de ajuda durante vários meses não foram atendidos.

Ruben Bernau, um clínico geral do grupo, disse ao Ärztezeitung que ele e a sua equipa estavam insuficientemente equipados para lidar com o vírus. "A nudez é um símbolo de como somos vulneráveis ​​sem proteção", afirmou.

Os médicos posaram para fotografias e esconderam-se atrás de objetos como arquivos, papéis higiénicos, equipamentos médicos e prescrições médicas.

Christian Rechtenwald, que também é médico de clínica geral, disse que o grupo foi inspirado pelas ações de um médico francês, Alain Colombié, que foi fotografado nu na sua clínica depois de se descrever e aos seus colegas médicos como "carne para canhão" na luta contra a pandemia.

Jana Husemann, outra médica de clínica geral, disse que quer continuar a tratar de pacientes que ainda precisam de um exame minucioso. Para isso, a médica exigiu equipamento de proteção individual.

Os médicos alemães têm pedido repetidamente mais equipamentos de proteção individual desde a chegada do coronavírus à Alemanha no final de janeiro.

As empresas alemãs que fabricam roupas de proteção aumentaram as capacidades de produção, mas não conseguiram corresponder à procura. Porém, hospitais, clínicas e casas de repouso fizeram pedidos frequentes de máscaras de filtro, óculos, luvas e aventais e afirmam que as suas necessidades mal foram atendidas.

A equipa médica manifestante também relatou o roubo generalizado de desinfetantes e máscaras em hospitais, pelos quais a polícia culpou quadrilhas organizadas, o que levou muitos hospitais a aumentarem os seus níveis de segurança.

Um estudo recente de uma associação de seguradoras de saúde alemãs descobriu que os médicos careciam de mais de 100 mil máscaras descartáveis, quase 50 mil máscaras de filtro, mais de 60 mil aventais descartáveis ​​e um número semelhante de luvas descartáveis.

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