Madrid sem registo de mortes pela primeira vez em 117 dias

Comunidade de Madrid é a mais afetada pela pandemia em Espanha, com mais de 8400 dos 28 mil óbitos declarados em Espanha.

Pela primeira desde 5 de março - há exatamente 117 dias - a região de Madrid não regista qualquer morte por covid-19. Foi a presidente da comunidade, Isabel Díaz Ayuso, a avançar as "grandes notícias.": "Ontem [sábado] foi o primeiro dia que Madrid não regista falecimentos por covid-19. Entre todos podemos conseguir que este pesadelo não se repita", escreveu na rede social twitter.

No dia anterior, sexta-feira, a comunidade tinha registado dois mortos e 45 novos contágios por covid-19. O diário espanhol El País alerta, no entanto, que por vezes os óbitos demoram mais de 24 horas a ser notificados, pelo que será ainda necessário esperar alguns dias para dar por fechado que não houve, de facto, qualquer morte. Mas um dado é certo: foi a primeira vez desde 5 de março que as autoridades locais de Madrid não reportaram aos serviços centrais nenhum óbito relativo ao dia anterior.

Isto apesar de os números oficiais de Espanha terem registado, durante vários dias consecutivos, zero mortes. Desde 25 de maio e durante as duas semanas seguintes, a contabilidade oficial das autoridades sanitárias centrais não deu conta de qualquer falecimento. Dados que começaram a provocar polémica, uma vez que as comunidades autonómicas continuavam a reportar mortes em consequência da pandemia de sars-cov-2. A 19 de junho as autoridades de saúde espanholas avançaram então com dados atualizados, contabilizando mais 1177 mortes naquele período - para um total de 28 313 óbitos desde o início da pandemia.

Nesse mesmo dia, com o jornal ABC a escrever que o país estava a divulgar um número de zero mortos quando na realidade tinha uma média de cerca de 70 falecimentos diários, Fernando Simón, diretor-geral Centro de Coordinación de Alertas y Emergencias Sanitarias, explicou que os dados foram "congelados devido a uma mudança no sistema de vigilância e à necessidade de atualizar os dados de todos os casos registados durante o pico da pandemia, quando não havia tempo para preencher todas as fichas".

A 25 de maio, o ministério da Saúde mudou a forma de contagem dos óbitos e dos casos positivos de covid-19, deixando de contabilizar os óbitos oficiais por dia e passando a assinalar as vítimas mortais dos últimos sete dias, o que resultou numa queda abrupta nos números oficiais divulgados.

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