Kremlin acusa "serviços secretos estrangeiros" de pretenderem perturbar eleições na Rússia

"Continuam ativamente a tentar influenciar o nosso país (...) e o principal objetivo consiste em desacreditar" a reputação de Vladimir Putin

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskovo, acusou hoje os serviços secretos e os media estrangeiros de procurarem desacreditar o Presidente russo, Vladimir Putin, e perturbar as eleições legislativas na Rússia previstas para setembro.

"Diversas instituições públicas, organizações não-governamentais, serviços de segurança de países estrangeiros e certos media (...) juntaram-se para uma campanha eleitoral no nosso país antes do início efetivo da campanha", disse. "Continuam ativamente a tentar influenciar o nosso país (...) e o principal objetivo consiste em desacreditar" a reputação de Vladimir Putin, precisou.

As eleições legislativas na Rússia estão previstas para 18 de setembro, quando o país está confrontado com uma grave crise económica motivada pela queda dos preços do petróleo e as sanções ocidentais relacionadas com o conflito ucraniano.

No final de fevereiro Vladimir Putin já tinha afirmado que "inimigos estrangeiros" pretendiam perturbar estas eleições, e ordenou ao Serviço federal de segurança (FSB) um reforço da vigilância.

Segundo Dmitri Peskov, o "Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação" [ICIJ], um coletivo que tem revelado numerosos escândalos, designadamente financeiros, está a investigar a vida privada de Putin, da sua família e dos seus amigos.

O coletivo, que segundo o porta-voz inclui membros de serviços de informações estrangeiros, prepara "um ataque mediático" destinado a denegrir a reputação do Presidente da Rússia.

Peskov advertiu que o Kremlin está preparado para contra-atacar e poderá perseguir os jornalistas por difamação, caso publiquem "mentiras" sobre o líder russo.

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