Dois aviões dos EUA com ajuda humanitária para a Venezuela esperam na Colômbia

O primeiro de três aviões de carga C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos com ajuda humanitária para a Venezuela chegou este sábado às 12:20 à cidade fronteiriça de Cúcuta, na Colômbia. Duas horas depois chegou um segundo avião.

Aterrou neste sábado em Cúcuta, na Colômbia, o primeiro de três aviões de carga C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos com ajuda humanitária destinada à população da Venezuela. Um segundo avião chegou logo após o primeiro.

O avião, que partiu da base aérea de Homestead, no sul de Miami, aterrou no Aeroporto Camilo Daza às 12.20, hora local (mais quatro em Lisboa) com suplementos nutricionais para cerca de 3500 crianças que sofrem de má nutrição e estojos de higiene para pelo menos mais 25 mil pessoas.

O segundo avião aterrou duas horas depois, às 14:20. publicou na sua conta do Twitter, o embaixador norte-americano na Colômbia, Francisco Santos. "Começou a caravana de ajuda humanitária. É importante alimentar os venezuelanos e dar os medicamentos aos doentes".

No início da semana esperam a chegada de suplementos e produtos farmacêuticos destinados a hospitais.

Mas a ponte rodoviária entre a Venezuela e a Colômbia continua bloqueada no lado venezuelano por contentores.

"Estamos dispostos a fazer o necessário para que a ajuda chegue", disse Juan Guaidó, perante milhares de simpatizantes enquanto prestou juramento para integrar uma rede de voluntários que trabalharão para distribuir os donativos.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, de 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, de 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do Parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeian, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes. Na Venezuela residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes.

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