Sergei Skripal. O que são os agentes nervosos Novichok e o que podem fazer?

Theresa May revelou como o ex-espião foi envenenado

Sergei Skripal, um ex-espião russo, e a sua filha Yulia foram envenenados por um produto químico que faz parte de um grupo de agentes nervosos conhecidos como Novichok, de acordo com o que revelou Theresa May, primeira-ministra de Inglaterra.

A BBC fez um trabalho sobre estes agentes nervosos, tendo por base a informação de especialistas do laboratório de defesa e ciência de Porton Down, que identificaram o mesmo, e explica onde foram desenvolvidos e como podem afetar uma pessoa.

1) Foram desenvolvidos na União Soviética
O nome Novichok significa "recém-chegado" em russo e aplica-se a um grupo de agentes nervosos avançados desenvolvidos pela União Soviética nas décadas de 1970 e 1980. Eram conhecidos como armas químicas de quarta geração e foram desenvolvidos num um programa soviético com o nome "Foliant".

2) Eles são mais tóxicos do que outros agentes
Um dos grupos de produtos químicos conhecidos como Novichok - A 230 - é supostamente 5 a 8 vezes mais tóxico do que o agente nervoso VX. "Este é um agente mais perigoso e sofisticado do que o sarin ou o VX e é mais difícil de identificar", diz o professor Gary Stephens, especialista em farmacologia da Universidade de Reading.

3) Existe em várias formas
Embora as principais variantes de Novichok sejam líquidas, há quem acredite que existem de forma sólida, sendo que também podem ser dispersos através de um pó ultra-fino.

4) Podem produzir efeitos muito rapidamente
Se uma pessoa ingerir um agente nervoso Novichok, ou mesmo que este toque apenas na pele, ela começa a produzir efeitos rapidamente. Os sintomas podem começar a mostrar em apenas 30 segundos a 2 minutos. Em forma de pó, contudo, o agente pode demorar mais a agir. Os sintomas podem não aparecer até 18 horas após a exposição.

5) Os sintomas são semelhantes aos de outros agentes nervosos
Pensa-se que os agentes Novichok têm efeitos semelhantes a outros agentes nervosos. Ou seja, podem colapsar muitas funções corporais. Os sintomas incluem olhos brancos, à medida que as pupilas se tornam constrangidas, convulsões, baba e, nos piores casos, coma, insuficiência respiratória e morte.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.