Portugal condena ataque a candidato presidencial brasileiro Jair Bolsonaro

O candidato às eleições presidenciais do Brasil foi esfaqueado na quinta-feira numa ação de campanha. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que o ataque "merece a mais veemente condenação"

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, condenou esta sexta-feira o ataque ao candidato às presidenciais brasileiras de outubro, Jair Bolsonaro (PSL), esfaqueado na quinta-feira numa ação de campanha em Minas Gerais.

"Condenamos veementemente qualquer ataque ou atentado em qualquer circunstância e, por maioria de razão, numa campanha eleitoral, qualquer que seja o candidato e qualquer que seja o país", disse Augusto Santos Silva.

O chefe da Diplomacia falava hoje aos jornalistas, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, à margem da apresentação do programa das comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

"Naturalmente que acompanhamos com muita atenção tudo o que se passa no Brasil porque é um país de língua portuguesa, um dos principais aliados de Portugal, onde há uma comunidade portuguesa muito importante residente, mas acompanhamos sempre no respeito escrupuloso pela soberania do Brasil", acrescentou.

"Qualquer incidente e, em particular o ataque que ontem [quinta-feira] teve lugar, merece a nossa mais veemente condenação", sublinhou.

Santos Silva disse não ter feito qualquer contacto formal com as autoridades brasileiras, adiantando que tem acompanhado o caso sobretudo pela comunicação social.

Segundo uma sondagem divulgada quinta-feira - a primeira após o Tribunal Superior Eleitoral ter rejeitado a candidatura de Lula da Silva (PT) -, Jair Bolsonaro lidera a corrida eleitoral de outubro, com 22% das intenções de voto.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.