Polícia investiga ataques antissemitas em Paris

Desde suásticas desenhadas em caixas de correio ao lado de imagens da sobrevivente do Holocausto, Simone Veil à palavra Juden (palavra alemã para judeus) desenhada na vitrine de uma padaria na Île Saint-Louis, os ataques antissemitas em França continuam a suceder.

Depois de o governo francês ter anunciado que o número de ataques antissemitas aumentou 74% no ano passado -de 311 ataques em 2017 para 541 em 2018 -, os ataques parecem continuar e a polícia francesa decidiu iniciar uma investigação, na sequência dos mais recentes ataques.

Nos últimos dias, Paris sofreu vários ataques antissemitas. Suásticas foram desenhadas em caixas de correio ao lado de imagens da sobrevivente do Holocausto, Simone Veil, no 13º bairro de Paris. Simone Veil, ex-ministra da Justiça e defensora dos direitos das mulheres, era uma figura respeitada e a sua morte, em 2017, comoveu o país. Quando tinha apenas 16 anos, foi presa pela Gestapo francesa e deportada juntamente com a sua família para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, onde perdeu a mãe, o pai e o irmão.

A árvore plantada em homenagem a Ilan Halimi, um jovem judeu que foi torturado até à morte em 2006, foi cortada esta segunda-feira. "O antissemitismo está a espalhar-se como veneno" comentou o ministro do Interior, Christophe Castaner, citado pelo The Guardian . "Atacar a memória de Ilan Halimi é atacar a República" afirmou, garantindo que o governo vai tomar medidas.

A palavra Juden (palavra alemã para judeus) foi desenhada na vitrine de uma padaria na Île Saint-Louis no passado domingo. O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux condenou o ataque na sua conta de Twitter, comentando"o antissemitismo mais imundo nas ruas da cidade da luz" interligando o ataque à padaria a outro na semana passada à casa do presidente do parlamento, Richard Ferrand.

Em novembro do ano passado, o primeiro-ministro, Édouard Philippe, advertiu que a França, que durante a ocupação nazi na segunda guerra mundial deportou judeus, está "muito longe de ter terminado com o antissemitismo". França é o país com a maior população judaica da Europa e a terceira de todo o mundo, depois de Israel e dos Estados Unidos, no entanto, nos últimos anos, milhares de judeus deixaram o país depois do atentado de 2015 contra um supermercado kosher - que vende alimentos feitos segundo a tradição judaica - reivindicado por um grupo afiliado à Al-Qaeda.

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