Mistério ou fraude? Em sete dias desapareceram mais de 300 mil ratos

O governo do estado indiano de Maharastra está a ser acusado de fraude por ter contratado uma empresa para limpar a sede de roedores

Os ratos são um ser divino em várias partes da Índia. Mas em Maharastra, o estado tido como o segundo mais populoso em 28, com o maior produto interno bruto e o terceiro mais extenso do país, o governo pediu para estes serem exterminados na sede dos serviços centrais.

Isto levantou polémica, uma vez que mais de 300 mil ratos desapareceram em sete dias, sem haver provas de para onde foram levados. Estaríamos perante uma fraude?

O político Eknath Khadse, do Partido do Povo Indiano, diz que sim. Para ele, o governo teria incorrido numa fraude ao contratar uma empresa - Vinayak Majoor Sahakari Sanstha à qual iria pagar 1,5 rupias (menos de 2 cêntimos) por cada roedor morto - para fazer a desinfestação. No parlamento, pediu para se investigar como o contrato foi elaborado e para esclarecer como o serviço foi realizado.

A empresa ganhou o concurso para cuidar da limpeza dos ratos no escritório do governo em 2016. O acordo era de seis meses, mas os serviços terão terminado com 319.400 roedores em apenas uma semana.

"Como", questiona Eknath Khadse. Mas não só. O político faz outras duas perguntas: "Como pode haver tantos ratos em Mantralaya [nome da sede do governo]?" E, se houvesse, "seria possível fazer a limpeza em apenas sete dias?"

"É surpreendente que esta empresa tenha matado mais de 300 mil ratos em apenas sete dias, quando a Corporação Municipal de Brihanmumbai levou dois anos para matar 600 mil na cidade", disse o político.

Mas Eknath Khadse vai mais longe. Ele defende que, a ter ocorrido o massacre de 45.628 ratos por dia, ou seja, de 31,68 roedor por minuto, onde estão os animais? Segundo ele, ninguém viu um camião ser carregado com os animais envenenados. "Não se sabe onde eles foram depositados."

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