Ministro da Educação brasileiro envia ofício com erros de português

Abraham Weintraub solicitava mais verbas para a sua pasta. Documento foi enviado para o ministro da Economia.

O ofício do ministro da Educação do Brasil diz que as verbas previstas para a Educação em 2020 são insuficientes e alerta para o risco de "paralização". E dá conta de que poderá vir a acontecer uma "suspenção" de pagamentos. As duas palavras escrevem-se corretamente assim: paralisação e suspensão.

A notícia foi avançada primeiro pelo "Estadão" e é citada esta sexta-feira pelo jornal O Globo. O documento com os erros ortográficos tinha oito páginas e foi enviado para o ministro da Economia, Paulo Guedes.

No ofício, o ministério diz que as atividades que podem correr o risco de ficar paralisadas, caso não haja aumento de verbas, são as obras da Educação Básica, Programas de Bolsa-Permanência e Bolsa Prouni, financiamento das Universidades e Institutos e concessão de Bolsas de Estudos no Ensino Superior.

Instado a comentar o sucedido, o ministério da Educação brasileiro não quis comentar o assunto, segundo o Globo.

O ministro brasileiro da Educação, Abraham Weintraub, já tinha causado polémica quando chamou "calhorda", "oportunista" e "cretino" a Emmanuel Macron, numa referência à oposição do presidente francês ao acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.