Ex-diretor de campanha de Trump considerado culpado de oito crimes

Paul Manafort, antigo diretor da campanha eleitoral de Trump, foi considerado culpado de oito crimes fiscais

O antigo diretor da campanha eleitoral de Donald Trump foi esta terça-feira considerado culpado de oito crimes fiscais.

No total, Manafort enfrentava 18 acusações por evasão fiscal e fraude bancária. No tribunal de Alexandria, perto de Washington, o júri não conseguiu chegar a um veredicto em relação às restantes 10 acusações.

O juiz federal T.S. Ellis III, do tribunal do estado da Virgínia, declarou, por isso, a anulação do julgamento das restantes 10 acusações de que Manafort era alvo.

Foi considerado culpado de cinco crimes de evasão fiscal, dois de fraude bancária e um por ter escondido a existência de uma conta bancária no estrangeiro.

O ex-diretor de campanha presidencial de Trump era acusado de esconder milhões de dólares ao fisco dos EUA, que obteve pelos serviços de assessoria a políticos apoiados pela Federação Russa na Ucrânia.

A acusação alegou que Manafort canalizou mais de 60 milhões de dólares (51 milhões de euros) em receitas da sua consultoria política na Ucrânia para contas offshore

Manafort é o primeiro ex-conselheiro de Trump a sentar-se no banco dos réus num processo que parte da investigação do procurador especial Robert Mueller à alegada ingerência russa nas eleições presidenciais de 2016 e eventual conluio da campanha do republicano.

Manafort declarou-se inocente de todas as acusações.

A acusação alegou que Paul Manafort canalizou mais de 60 milhões de dólares (51 milhões de euros) em receitas da sua consultoria política na Ucrânia para contas offshore e procurou fugir ao pagamento de impostos sobre uma parte "significativa" dos rendimentos.

Manafort criou empréstimos falsos, falsificou documentos e mentiu ao contabilista de forma a esconder o dinheiro que recebera de oligarcas ucranianos através de uma série de transferências de empresas e de empréstimos bancários obtidos de forma fraudulenta nos EUA, acusaram os procuradores.

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