Homem que divulgou vídeo do tiroteio em mesquita foi preso

Neozelandês foi condenado a 21 meses por ter difundido vídeos do tiroteio nas duas mesquitas de Christchurch.

Um homem neozelandês foi condenado a 21 meses de prisão, esta terça-feira, por difundir vídeos do massacre em duas mesquitas de Christchurch, quando um único homem matou 51 pessoas, a 15 de março. Naquele que foi o pior tiroteio de sempre na Nova Zelândia.

O homem agora condenado transmitiu vídeos do tiroteio em direto no Facebook.

Segundo a Radio New Zealand, Philip Arps, de 44 anos, considerou-se culpado de dois crimes de distribuição de material sensível, depois de partilhar cópias do direto com cerca de 30 pessoas.

Arps também partillhou um vídeo editado posteriormente para incluir uma mira e uma contagem de corpos, acrescentou a mesma rádio.

O juiz Stephen O'Driscoll disse que quando perguntaram a Arps sobre o que achava do vídeo, a resposta foi "espetacular". "Está claro, a partir de todo o material que tenho à minha frente, que você tem pontos de vista fortes e de não arrependimento perante a comunidade muçulmana", referiu o juiz durante a leitura da sentença.

O governo da Nova Zelândia proibiu a divulgação de vídeos do massacre, que é punível com até 14 anos de prisão.

Arps, que se descreve como um supremacista branco, foi acusado de "comportamento ofensivo" e multado em 483 euros, em 2016, por ter enviado uma cabeça de porco ainda a sangrar para a mesquita Al Noor. Esta mesquita foi uma das atacadas a 15 de março.

Na semana passada, o australiano Brenton Tarrant considerou-se inocente das 92 acusações que enfrenta como alegado autor do massacre nas duas mesquitas. O seu julgamento começa na próxima semana.

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