Coreia do Norte lança novo míssil em direção ao mar do Japão

Autoridades sul-coreanas indicam que o disparo ocorreu esta quinta-feira a partir da base de Sino-ri, a 80 quilómetros de Pyongyang.

A Coreia do Norte lançou esta quinta-feira um novo míssil em direção a leste, para o mar do Japão, anunciaram as autoridades militares sul-coreanas.

As autoridades militares sul-coreanas, segundo o New York Times, não deram indicações sobre o tipo de míssil nem a distância a que chegou.

Este é o segundo lançamento de mísseis por parte da Coreia do Norte desde sábado, quando foram disparados 10 a 20 mísseis de curto alcance que os especialistas admitiram corresponder a um novo modelo de projétil.

O lançamento desta quinta-feira foi feito a partir da base de mísseis de Sino-ri, 80 quilómetros a noroeste de Pyongyang, precisaram os militares sul-coreanos.

Exercício "regular e defensivo"

A Coreia do Norte descreveu o lançamento de vários mísseis, no passado sábado, como um exercício "regular e defensivo", assegurando que tais manobras não agravaram as tensões na região, como foi apontado por Seul.

"O recente exercício realizado pelos militares faz parte de um treino militar regular", indicou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado divulgado na quarta-feira e citado pela agência estatal norte-coreana KCNA.

"Não foi dirigido a ninguém e não levou a um agravamento da situação na região", declarou.

No mesmo dia em que Pyongyag realizou o exercício, Seul apelou ao vizinho para que ponha "fim a ações que ativam a tensão", na mensagem mais dura da Coreia do Sul desde que se iniciou a aproximação entre as duas Coreias.

As manobras tiveram como objetivo "verificar a capacidade operacional de múltiplos lançadores de mísseis de grande calibre e alcance, um "tipo de exercício muito comum" realizado por qualquer país para "defesa nacional", sustentou Pyongyang.

O porta-voz da Coreia do Norte descreveu ainda como "desagradável e lamentável", que este exercício tenha sido chamado "de provocatório", enquanto existe um "silêncio absoluto" sobre os exercícios realizados em março e abril pela Coreia do Sul e os Estados Unidos.

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