"Beebo", que roubou um avião em Seattle, era um tipo simpático e que gostava de viajar

A família e os amigos lembram-no como "um homem afável e sensível". Ninguém imaginava Richard Russell de 29 anos, capaz de fazer algo assim.

"Pode ser difícil de imaginar para quem vê as imagens na televisão, mas Beebo era um homem afável e sensível", afirmou a família de Richard Russell, o homem que este sábado roubou um avião em Seattle, acabando por se despenhar e morrer. "Era um marido fiel, um filho amoroso e um bom amigo. Um amigo de infância sublinha que Beebo era amado por todos porque era simpático e gentil para todas as pessoas que conhecida."

No comunicado, lido por um amigo da família, recorda-se ainda que na gravação da conversa entre Richard Russel e os controladores aéreos, é possível perceber que ele não tinha intenção de magoar ninguém.

No seu blog pessoal, Richard Russell (Beebo para os amigos) conta como sonhava viajar até ao Alasca e como era apaixonado por viagens e pela mulher, Hannah. Num vídeo quee publicou em dezembro do ano passado fala um pouco do seu trabalho e das viagens que gostou de fazer:

Rick Christenson, um antigo colega de trabalho, lembra Richard como "um tipo calmo", que "parecia ser apreciado pelos outros trabalhadores". "Isto é um choque enorme para nós", afirmou a família. "Estamos arrasados."

A polícia está neste momento a investigar como foi possível um empregado de uma companhia aérea, com tendências suicidas, roubar um avião do aeroporto internacional de Seattle-Tacoma e pilotá-lo durante mais de uma hora até se despenhar.

Russel, de 29 anos, foi sujeito a um exame médico quando contratado pela Horizon Airlines em fevereiro de 2015 e depois a exames regulares de dois em dois anos, mas não foi detetado nada de anormal. Na conversa que teve com os controladores aéreos Richard Russell admite que é "apenas um tipo destroçado".

A polícia acredita que Richard Russell se aproveitou do facto de ter acesso aos aviões devido ao seu trabalho - que incluía limpeza e reboque das aeronaves, assim como o transporte de bagagens. No entanto, o presidente da Horizon, Gary Beck, está intrigado com onde é que ele terá aprendido a pilotar um avião.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.