Áustria vai proteger fronteiras com Itália e Eslovénia

O Governo austríaco informou hoje que está "pronto para tomar medidas para proteger" as suas fronteiras após as restrições à entrada de imigrantes anunciadas pela Alemanha, como parte do acordo para resolver a crise do Governo em Berlim.

Se o acordo alcançado na noite de segunda-feira for validado pela vizinha Alemanha, "seremos obrigados a tomar medidas para evitar desvantagens para a Áustria e sua população", sublinhou o Governo austríaco em um comunicado.

O Governo está "pronto para tomar medidas para proteger as nossas fronteiras a sul, em particular", aquelas com a Itália e a Eslovénia, refere-se ainda no comunicado.

Entre as propostas feitas pela chanceler alemã, Angela Merkel, ao seu ministro do Interior, Horst Seehofer, consta o projeto de não aceitar requerentes de asilo que cheguem à Alemanha oriundos da Áustria, nos casos em que estes não possam ser devolvidos ao seu país de entrada na União Europeia.

Neste cenário, o Governo austríaco informou estar pronto para tomar medidas semelhantes e travar nas suas fronteiras a sul os requerentes de asilo.

"Esperamos agora uma rápida clarificação da posição da Alemanha", pode ler-se na declaração assinada pelo chanceler austríaco, Sebastian Kurz, e pelos seus aliados da extrema direita (FPÖ), o vice-chanceler, Heinz-Christian Strache, e o ministro da Interior, Herbert Kickl.

As considerações alemãs provam uma vez mais a importância de uma proteção europeia comum das fronteiras externas

Sebastian Kurz deve apresentar hoje, no Parlamento Europeu, as prioridades da presidência rotativa da União Europeia que foi assumida pela Áustria desde domingo e que se prolonga durante seis meses.

A migração está no topo da agenda austríaca.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz amanhã, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.