Hospitais de Hong Kong enfrentam "colapso" com aumento de casos

A chefe do governo de Hong Kong alerta que o sistema de saúde no território pode sofrer um "colapso" devido ao aumento de casos de covid-19. A região "está à beira de um surto comunitário em larga escala", avisa.

Há menos de um mês, o número médio diário de novos casos de covid-19 em Hong Kong era inferior a 10, mas agora o território depara-se com mais de 100 infeções por dia. Um aumento de casos que pode levar o sistema de saúde a sofrer um "colapso", o que pode significar a perda de vidas, "especialmente aos idosos", alertou, esta terça-feira, a chefe do governo de Hong Kong.

Perante o agravamento da situação epidemiológica na região, Carrie Lam pede à população para ficar em casa e avisa que Hong Kong "está à beira de um surto comunitário em larga escala".

"Para proteger os nossos entes queridos, os nossos profissionais de saúde e Hong Kong , apelo que sigam estritamente as medidas de distanciamento social e fiquem em casa, o mais longe possível", pediu a chefe do executivo à população.

Este apelo de Carrie Lam aconteceu no dia em que Hong Kong registou a 23ª morte por covid-19, tendo reportado na terça-feira 106 novos casos. Um dia antes, na segunda-feira, foi registado um recorde diário com 145 notificações.

Ajuntamentos com mais de duas pessoas não são permitidos

Desde o início da pandemia, Hong Kong já registou 2884 casos e 23 mortes, de acordo com os dados da universidade Johns Hopkins.

O aumento constante de infeções levou o executivo a adotar um conjunto de medidas restritivas para travar a propagação do novo coronavírus no território.

A partir desta quarta-feira, é proibido jantar em restaurantes, que só podem ter serviço de take away, e passa a ser obrigatório o uso de máscaras de proteção em todos os locais públicos. Bares, ginásios e cabeleireiros também fecham portas.

No início deste mês eram permitidos ajuntamentos até 50 pessoas, mas o número foi reduzido para quatro e, agora, para duas.

O pico de novos casos de infeção contrasta com o que a região viveu no início da pandemia. Foi um dos primeiros locais a ser afetado com a propagação do vírus que surgiu na China, em, dezembro do ano passado, mas, inicialmente, conseguiu controlar o surto com várias medidas restritivas, que tiveram a adesão da população, como o uso de máscaras e um forte sistema de rastreamento.

Durante semanas, o território não registou casos, mas com as medidas de desconfinamento começaram a surgir novas infeções na comunidade.

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