Fauci e mais dois membros da equipa anti-coronavírus de Trump em quarentena

Os três terão tido um contacto de baixo risco com uma pessoa que testou positivo para o covid-19 e optaram pelo trabalho nas próximas duas semanas.

Três membros da equipa de luta contra a covid-19 da Casa Branca, incluindo o epidemiologista Anthony Fauci, vão ficar em isolamento após uma possível exposição ao novo coronavírus.

Além de Fauci, que é o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas e tem sido o rosto e a voz da ciência nas conferências de imprensa do presidente Donald Trump, vão ficar em quarentena o diretor do Centro de Prevenção de Doenças Infecciosas (CDC, na sigla em inglês), Robert Redfield, e o chefe da agência norte-americana para os alimentos e os medicamentos (FDA), Stephen Hahn.

No sábado, a Casa Branca tinha anunciado que a porta-voz do vice-presidente Mike Pence, Katie Miller, estava infetada. Na quinta-feira, um militar que serve de motorista a estacionar carros na Casa Branca também tinha testado positivo.

O Instituto de Fauci disse que ele testou negativo para o novo coronavírus e vai continuar a ser testado regularmente. Consideram ainda que existe um "risco relativamente baixo" de ter sido contagiado, com uma exposição leve ao risco, mas que irá tomar "as precauções apropriadas" para mitigar o risco aos seus contactos pessoais, indo contudo continuar a trabalhar. Apesar de ir ficar em casa e passar a fazer teletrabalho, Fauci irá à Casa Branca se for chamado e tomará todas as precauções.

Redfield também estará em teletrabalho "nas próximas duas semanas", com a sua exposição a um caso de covid-19 a ser considerada também de "baixo risco", segundo o CDC. No comunicado, citado pelos media norte-americanos, revelava-se ainda que o diretor estava bem e não tinha sintomas.

Mais cedo, a FDA confirmava que Hahn tinha estado em contacto com alguém que testou positivo e também tinha decidido ficar em quarentena nas próximas duas semanas. Ele testou também negativo para o vírus.

Os três deviam testemunhar numa comissão do Senado na terça-feira, sendo que foram autorizados a fazê-lo por videoconferência.

Os EUA registaram 1568 mortes causadas pela covid-19, nas últimas 24 horas, elevando para 78 746 o número total de óbitos desde o início da epidemia, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Até agora, as autoridades norte-americanas identificaram mais de 1,3 milhões de casos no país, oficialmente o mais atingido no mundo pela covid-19.

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