Coreia do Norte recusa diálogo com a Coreia do Sul

A Coreia do Norte rejeitou conversar com a Coreia do Sul sobre a desnuclearização, ao mesmo tempo em que testava mais dois mísseis no mar ao largo da costa leste, segundo fontes sul-coreanas, citadas pela BBC News.

Este exercício militar da Coreia do Norte é já o sexto em menos de um mês. Os dois "projéteis não identificados" foram lançados pelas 8.00 da manhã (meia noite em Portugal) e viajaram 230 quilómetros até uma altitude de 30 quilómetros, afirmaram os chefes do Estado-Maior da Coreia do Sul. Há seis dias tinham sido disparados dois mísseis balísticos de curto alcance no Mar do Japão.

A série de testes acontece depois do presidente dos Estados Unidos e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, terem concordado durante uma reunião em junho reiniciar as negociações de desnuclearização. E também depois de um discurso do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, a marcar a libertação da Coreia do domínio japonês, em que prometeu unir a península coreana até 2045.

Nesse discurso, Moon Jae-in afirmou que o objetivo de alcançar a desnuclearização na península coreana estava na conjuntura "mais crítica", já que as negociações entre norte e o sul parecem estar num impasse.

Qual foi a reação da Coreia do Norte?

A Coreia do Norte reagiu ao discurso com uma declaração, em que questiona o diálogo num "momento em que a Coreia do Sul continua a fazer exercícios militares conjuntos". Num grande ataque ao presidente Moon, o regime liderado por Kim Jong-un questiona os "cenários de guerra que planeiam destruir" os seus exércitos em 90 dias.

O regime norte-coreano expressou ainda a indignação perante os exercícios militares entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, afirmando que violam os acordos firmados com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o presidente Moon. Exercícios que foram descritos como "ensaios de guerra" por Kim Jong-Un.

Numa carta recentemente enviada a Donald Trump, o líder da Coreia do Norte teria reclamado "sobre os ridículos e caros" exercícios militares e culpabilizou a Coreia do Sul pelo falhanço na desnuclearização.

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