Bangladesh e Birmânia assinam acordo para repatriamento de refugiados rohingya

ONU contabiliza 622.000 'rohingya' deslocados

O Bangladesh e a Birmânia (Myanmar) assinaram hoje em Naypyidaw um acordo para o repatriamento de mais de 620 mil membros da minoria 'rohingya' que fugiram da violência em território birmanês para aquele país.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros bengali adiantou que os regressos começam "dentro de dois meses".

O texto não menciona o termo 'rohingya', recusado pelas autoridades birmanesas, referindo antes "pessoas deslocadas do estado de Rakhine", região do oeste da Birmânia no centro da crise.

O acordo foi assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Mahmu Ali, e da Assessoria do Estado da Birmânia, Kyaw Tint Swe, segundo a imprensa.

Nenhum dos governos divulgou pormenores do acordo, como os critérios de repatriamento ou o número de pessoas a repatriar, dos 622.000 'rohingya' deslocados contabilizados pela ONU.

Organizações não-governamentais têm manifestado receio de repatriamentos forçados.

O atual êxodo dos 'rohingya' começou no final de agosto, quando foi lançada uma operação militar do exército birmanês contra o movimento rebelde Exército de Salvação do Estado Rohingya devido a ataques da rebelião a postos militares e policiais.

O acordo hoje anunciado foi fechado dias antes da visita do papa Francisco aos dois países, entre 26 de novembro e 2 de dezembro.

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