Alemanha anuncia contribuições elevadas no orçamento da UE

"A Alemanha está disposta, no espírito de solidariedade e de forma temporária, a fazer contribuições claramente mais elevadas no quadro do orçamento comunitário", afirmou Angela Merkel.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse esta quinta-feira que o governo da Alemanha está disposto a aumentar, de forma temporária, o orçamento europeu para ajudar os parceiros mais afetados pela pandemia de covid-19.

"A Alemanha está disposta, no espírito de solidariedade e de forma temporária, a fazer contribuições claramente mais elevadas no quadro do orçamento comunitário" para ajudar os parceiros mais atingidos pela pandemia, disse Merkel no Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento alemão).

Merkel reiterou que emitir dívida europeia - como "coronabonds" - implicaria reformar os tratados comunitários que exigem a ratificação pelos parlamentos nacionais, uma opção que poderia demorar a tornar-se prática e numa altura em que a crise requer ajudas financeiras urgentes.

Por isso, Angela Merkel defendeu "instrumentos rápidos".

União Europeia define plano de recuperação económica

As declarações da chanceler alemã surgem antes da reunião dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia, marcada para esta quinta-feira, na qual vai ser discutido um plano de recuperação económica para superar a crise da covid-19, mas as soluções de financiamento dividem os 27 e dificultam um acordo imediato.

Quase um mês depois após a anterior cimeira (26 de março), marcada por fortes desavenças sobre como a Europa deve responder à crise, e no fim da qual os líderes se limitaram a mandatar o Eurogrupo a prosseguir os trabalhos, os líderes da UE voltam a reunir-se por videoconferência, desta feita já com propostas concretas sobre a mesa acordadas pelos ministros das Finanças sobre a resposta de emergência, num pacote com um montante global de 500 mil milhões de euros, mas com o grande plano de reconstrução ainda em aberto.

Os líderes europeus deverão adotar o pacote de emergência acordado pelos ministros das Finanças, constituído por três "redes de segurança": uma linha de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade, através da quais os Estados-membros podem requerer até 2% do respetivo PIB para despesas direta ou indiretamente relacionadas com cuidados de saúde, tratamentos e prevenção da covid-19, um fundo de garantia pan-europeu do Banco Europeu de Investimento para empresas em dificuldades, e o programa «Sure» para salvaguardar postos de trabalho através de esquemas de desemprego temporário.

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