Cumprido o primeiro ano do segundo mandato Donald Trump, a principal criptomoeda ficou longe de corresponder às expetativas que apontavam para uma valorização muito expressiva.A Bitcoin atingiu até um máximo histórico em outubro, mas o entusiasmo perdeu-se e houve uma desvalorização próxima de 13% nos 365 dias após a chegada de Trump à Casa Branca (a 20 de janeiro de 2025).Com o aproximar das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em 2024, crescia a euforia em torno da Bitcoin, em virtude de uma crença crescente de que Donald Trump seria o próximo chefe de Estado. Em causa esteve a favorabilidade do próprio àqueles ativos e a perspetiva de que tomaria medidas que favorecessem a liberalização do mercado. Estas contrapunham aquelas que foram tomadas pela anterior administração, no sentido de maior regulação do setor.A ideia confirmou-se e aquela criptomoeda bateu pela primeira vez a marca dos 100 mil dólares no dia 5 de dezembro de 2024, ou seja, precisamente um mês depois das eleições.A Bitcoin repetiria os máximos em janeiro, antes de um período de altos e baixos, mas o segundo semestre traria um ânimo renovado. Em outubro, viria a superar os 125,8 mil dólares, naquilo que é, até hoje, um máximo histórico..Bitcoin estreia-se acima dos 125 mil dólares a beneficiar do 'shutdown' nos EUA.Porém, o ânimo acabaria por desvanecer. Entre os principais fatores está o desvanecer da ideia de que as criptomoedas são um veículo de transações exterior ao sistema financeiro tradicional (que tem por base o setor bancário). Porém, são vários os bancos que já operam com aqueles ativos.Por outro lado, são vários os bancos de grande dimensão que já alertaram para o risco que os criptomercados representam no sentido de ameaçarem a estabilidade financeira..FMI ataca "não-bancos", corretoras e negócio das criptos: "são um risco para a estabilidade financeira".Bitcoin fecha o ano com perdas pela primeira vez desde 2022