Facebook vai contratar três mil pessoas para filtrarem conteúdos violentos 

Zuckerberg quer assim impedir que vídeos violentos - de homicídios, suicídios e violações - sejam divulgados nesta rede social

Facebook anunciou hoje que vai contratar mais 3 mil pessoas para fazerem a revisão de imagens violentas, na sequência de casos de mortes e de um assassinato mostrado ao vivo.

Os três milhares de pessoas juntam-se às 4.500 que a rede social tem já a trabalhar nas mesmas funções.

O anúncio foi divulgado pelo próprio presidente executivo da empresa, Mark Zuckerberg, num blogue esta quarta-feira.

O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo criador do Facebook, Mark Zuckerberg, numa publicação nesta rede.

"Nas últimas semanas temos visto pessoas a magoarem-se a si mesmas e a outras- quer seja ao vivo ou em vídeos publicados mais tarde", escreveu Zuckerberg. "Se vamos construir uma comunidade segura, temos de responder rapidamente".

Zuckerberg afirmou ainda que já tem 4500 funcionários que fazem este trabalho de revisão de conteúdos denunciados, e que só na semana passada conseguiram salvar uma pessoa que se estava a enforcar, e a emitir o vídeo no Facebook, ao alertar as autoridades.

O Facebook tem sido muito criticado nos últimos meses por não impedir devidamente que vídeos que mostram cenas violentas, como homicídios e violações, sejam divulgados nesta rede social.

O caso mais recente, a 25 de abril, foi o de um homem que matou a filha de 11 meses, na Tailândia, em direto para o Facebook e depois cometeu suicídio. Dias antes, a 16 de abril, um homem tinha assassinado um idoso nos Estados Unidos e publicado depois o vídeo no Facebook.

Na altura, Zuckerberg disse lamentar pelo sucedido e prometeu "continuar a fazer tudo" o que puder "para evitar este tipo de tragédia".

Há ainda vários casos de pessoas que transmitiram o suicídio em direto para o Facebook, como uma adolescente norte-americana de 14 anos, e de pessoas que emitiram violações em direto para esta rede. Em março os utilizadores do Facebook viram em direto uma adolescente de 15 anos a ser violada por cerca de cinco homens e em abril viram em direto um jovem de 14 anos a violar uma adolescente.

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