Testar armas nucleares. Rússia realiza manobras de "forças estratégicas'" no sábado

O Ministério da Defesa russo anunciou que "serão realizados disparos de mísseis balísticos e de mísseis de cruzeiro" nas manobras das suas "forças estratégicas", que estão agendadas para sábado.

A Rússia anunciou esta sexta-feira que fará no sábado, sob a supervisão do presidente Vladimir Putin, manobras das suas "forças estratégicas", incluindo disparos de mísseis balísticos e de cruzeiro, em plena crise com países Ocidentais sobre a Ucrânia.

"A 19 de fevereiro, sob a direção do comandante supremo das Forças Armadas russas, Vladimir Putin, será organizado um exercício planeado das forças de dissuasão estratégicas", informou o Ministério da Defesa, citado pelas agências russas de notícias.

De acordo com Moscovo, no âmbito desses exercícios, "serão realizados disparos de mísseis balísticos e de mísseis de cruzeiro". O treino irá também envolver soldados do distrito militar Sul da Rússia, das Forças Aeroespaciais, das Forças Estratégicas e das frotas do Norte e do Mar Negro.

O objetivo destas manobras é, segundo o Ministério da Defesa russo, "testar o nível de preparação" das forças envolvidas e a "confiabilidade das armas estratégicas nucleares e não nucleares".

Na sua definição mais ampla, as forças "estratégicas" russas servem para responder a ameaças, inclusive em caso de guerra nuclear. Estão equipadas com mísseis de alcance intercontinental, bombardeiros estratégicos de longo alcance, submarinos, navios e aviação naval com mísseis convencionais de longo alcance.

Cerca de 150 mil militares russos nas regiões fronteiriças, diz Kiev

Estas manobras irão acontecer em plena escalada das tensões com os países Ocidentais, que acusam Moscovo de ter estacionado cerca de 150 000 soldados na fronteira com a Ucrânia, com o objetivo de invadir esta ex-república soviética.

Moscovo nega essas intenções e tem feito anúncios de retiradas parciais de tropas junto à fronteira com a Ucrânia. Informações vindas de Moscovo que não estão a convencer os países Ocidentais e a NATO.

Aliás, o ministro da Defesa ucraniano fez saber esta sexta-feira que, tal como afirmaram os países Ocidentais, o número de militares russos ao redor do seu país chegou aos 149 mil.

"Estamos a observar as divisões das tropas russas, que somam 129 mil. Somadas aos componentes navais e aéreos, esse número chega aos 149 mil", explicou Oleksiy Reznikov no parlamento.

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