Rússia acusa Governo de Kiev de "terrorismo nuclear"

A Ucrânia tinha acusado a Rússia de ter realizado ataques perto de um reator nuclear de Zaporijia, ocupada pelas forças russas em março

A Rússia rejeitou esta sexta-feira responsabilidades nos ataques perto de um reator nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, e acusou o regime do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "terrorismo nuclear".

"Formações armadas ucranianas efetuaram três ataques de artilharia contra o território da central nuclear de Zaporijia e na cidade de Energodar", afirmou em comunicado o exército russo, apelando "às organizações internacionais para condenarem as ações criminosas do regime de Zelensky que efetua atos de terrorismo nuclear".

Previamente, a Ucrânia tinha acusado a Rússia de ter realizado ataques perto de um reator nuclear desta central, ocupada pelas forças russas em março, poucos dias depois do início, em 24 de fevereiro, da ofensiva de Moscovo na vizinha Ucrânia.

Segundo a empresa estatal Energoatom, responsável pela gestão das centrais nucleares do país, foi danificada uma linha de alta tensão, provocando a paragem de um dos reatores da central, a maior da Europa.

Por sua vez, o exército russo afirmou que "obuses ucranianos" danificaram um tubo de hidrogénio na central, provocando um incêndio rapidamente dominado.

"Por um feliz acaso, os obuses ucranianos não atingiram (...) uma central de oxigénio nas proximidades, permitindo evitar um grande incêndio que poderia provocar um acidente radioativo", assegurou o comunicado russo.

Segundo a mesma fonte, os ataques ucranianos também provocaram problemas no fornecimento de eletricidade e perturbaram o fornecimento de água a ​​​​​​​Energodar.

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