O ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, vão ser presentes na tarde desta segunda-feira (5 de janeiro) ao tribunal de Nova Iorque e vão encontrar o veterano juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, que apesar da idade continua à frente de alguns dos mais importantes processos relacionados com terrorismo ou segurança nacional e tem um longo currículo em casos mediáticos.Formado em Direito pela Universidade de Columbia, foi advogado do Exército e passou pelo privado antes de ser nomeado juiz pelo presidente Bill Clinton em 1998. Chegou a uma posição sénior em 2011. Esteve em vários processos de indemnização relacionados com os atentados do 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, mas também o processo de assédio sexual do produtor Harvey Weinstein ou o julgamento de Michael Cohen, o antigo advogado do presidente norte-americano, Donald Trump.Judeu ortodoxo, bloqueou as tentativas da administração de Trump de deportar estudantes e ativistas pró-Palestina e de expulsar venezuelanos com base na "Lei dos Inimigos Estrangeiros", considerando que esta tinha sido aplicada ilegalmente.Também presidiu ao processo em que Trump procurou transferir a sua condenação criminal em Manhattan para o tribunal federal, um caso que ainda está pendente.O juiz Hellerstein também está à frente do processo contra Hugo Armando “Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência militar venezuelana que também é acusado de tráfico de drogas e narcoterrorismo, um caso que tem ligação direta com o de Maduro.O ex-líder venezuelano e a mulher são acusados pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo”, importação de cocaína para os EUA e posse de armas. Caso seja considerado culpado, Maduro arrisca uma pena entre os 30 anos e a prisão perpétua..Estados Unidos querem julgar Nicolás Maduro por tráfico de droga e terrorismo.Maduro está numa prisão descrita como “inferno na terra” e arrisca perpétua