Opositor russo condenado a sete anos de prisão por denunciar ofensiva

A juíza Olessia Mendeleieva considerou Alexei Gorinov, de 60 anos, culpado de ter "divulgado informações claramente falsas" sobre o exército russo.

Um representante municipal de Moscovo foi esta sexta-feira condenado a sete anos de prisão por ter denunciado o ataque russo contra a Ucrânia, numa altura em que as autoridades intensificam a repressão sobre os críticos da ofensiva orquestrada pelo Kremlin.

A juíza Olessia Mendeleieva considerou Alexei Gorinov, de 60 anos, culpado de ter "divulgado informações claramente falsas" sobre o exército russo no âmbito dos seus "deveres oficiais" e de tê-lo feito como parte de um grupo organizado motivado por "ódio político".

"A recuperação do acusado é impossível sem uma pena privativa de liberdade", disse a juíza, antes de sentenciá-lo a sete anos de prisão.

Desde 24 de fevereiro, data da entrada das forças russas na Ucrânia, as autoridades russas aprovaram uma série de leis para punir com pesadas penas quem condenar publicamente a ofensiva, banindo ainda o uso das palavras "guerra" e "invasão".

Advogado de formação, Gorinov foi detido em abril por ter denunciado em 15 de março a "guerra" e a "agressão" de Moscovo contra a Ucrânia, durante uma reunião da assembleia municipal distrital de Moscovo.

A sessão foi filmada e transmitida na rede de partilha de vídeos YouTube, tendo sido este facto considerado como uma "circunstância agravante" pelo tribunal.

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