Foi um dos principais nomes da luta contra o racismo e a desigualdade racial nos Estados Unidos, especialmente a partir dos anos 1960, tendo trabalhado de perto com Martin Luther King. A notícia da morte de Jesse Jackson, aos 84 anos, foi dada esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, pela família. “Ele faleceu hoje em paz rodeado pela sua família”, disse a família do pastor batista nascido em 1941 na Carolina do Sul, em comunicado citado pela agência Lusa.“Artífice incansável da mudança, deu voz aos que não a tinham e deixou uma marca indelével na história”, sublinhou a família.Jesse Jackson foi um colaborador próximo do Dr. Martin Luther King Jr. e liderou o movimento de luta pelos direitos dos afro-americanos após a morte de Luther King. Ele estava com o líder, em Memphis, Tennessee, quando este foi morto, no dia 4 e abril de 1968, tendo sido uma das principais testemunhas do assassinato. . Fundou, em 1971, a organização Operation PUSH, destinada a empoderar economicamente a população afro-americana, que mais tarde viria a fundir-se com a Rainbow Coalition, formando a Rainbow PUSH Coalition, uma organização internacional de direitos humanos e civis. No campo da política, candidatou-se por duas vezes às eleições primárias do Partido Democrático, em 1984 e 1988, abrindo caminho à participação política de outros afro-americanos. Em 1988 ficou em segundo lugar.Em 2017 foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson e em julho de 2023 retirou-se da liderança da Rainbow PUSH Coalition.No seu percurso também houve algumas polémicas. Em 1984, na campanha presidencial, foi acusado de proferir declarações antissemitas, pelas quais ele pediu desculpa, mas que se crê terem prejudicado a sua campanha política. Jesse Jackson também foi criticado por se encontrar com líderes autoritários como Fidel Castro e Muammar Gaddafi, em missões internacionais de diplomacia paralela à política externa norte-americana. .Robert Duvall: A morte de um ator solitário