52 mortos, das quais 5 crianças, e 109 feridos no ataque à estação de Kramatorsk

Governador da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, disse que "milhares de civis" estavam na estação no momento do ataque. UE condena ataque.

52 pessoas, entre as quais cinco crianças, morreram e outras 109 pessoas ficaram feridas num ataque que atingiu esta sexta-feira de manhã a estação ferroviária de Kramatorsk, leste da Ucrânia, quando centenas de pessoas esperavam no local para fugir da região, segundo fontes locais.

O balanço das vítimas deste ataque foi inicialmente fornecido pelo chefe da companhia ferroviária ucraniana, mas já foi atualizado na noite desta sexta-feira pelo diretor da Administração Regional de Donetsk, que pouco depois do ataque disse "milhares de civis" estavam na estação no momento do ataque.

Inicialmente, o diretor da Ukrzaliznytsia, companhia de caminhos de ferro da Ucrânia, Oleksandre Kamychine, disse que mais de 30 pessoas morreram e que pelo menos 100 pessoas ficaram feridas quando pelo menos um rocket atingiu a gare ferroviária de Kramatorsk. Entretanto, o governador regional Pavlo Kyrylenk revelou que havia pelo menos 39 mortos, mas esta noite já atualizou esse número para 52, considerando ter-se tratado de um "ataque deliberado".

União Europeia condena ataque

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, condenou o ataque russo a uma estação ferroviária de Kramatorsk, na Ucrânia, que provocou esta sexta-feira pelo menos 35 mortes.

"Condeno veementemente o ataque indiscriminado desta manhã contra uma estação de comboio em Kramatorsk pela Rússia, que matou dezenas de pessoas e deixou muitas mais feridas", escreveu Borrell, na sua conta na rede social Twitter.

O Alto Representante para a Política Externa e de Defesa da UE acrescentou ainda que o ataque com rockets à estação "é mais uma tentativa de fechar vias de saída para aqueles que fogem desta guerra injustificada e de causar sofrimento humano".

Zelensky denuncia "maldade sem limites" em reação a ataque contra estação ferroviária

O Presidente da Ucrânia denunciou esta sexta-feira uma "maldade sem limites" desencadeada pela Rússia após um ataque contra uma estação ferroviária no leste ucraniano que fez várias vítimas, quando milhares de pessoas esperavam no local para fugir da região.

"Sem a força e a coragem para nos enfrentar no campo de batalha, destroem cinicamente a população civil. Esta é uma maldade que não conhece limites. E se não for punida, nunca parará", escreveu Volodymyr Zelensky na rede Telegram, denunciando os métodos "desumanos" das forças russas.

De acordo com o chefe de Estado ucraniano, o ataque ocorrido esta sexta-feira de manhã é a "prova" de que a Rússia "extermina" a população civil.

Na mesma mensagem, Volodymyr Zelensky afirmou que se tratou de um ataque com mísseis Tochka-U contra uma estação de comboios "onde se encontravam milhares de civis à espera de serem retirados", indicando ainda que "a polícia e as forças especiais estão no terreno".

"Foi um míssil Tochka, uma bomba de fragmentação", disse, por sua vez, em declarações à France-Presse (AFP) um agente da polícia ucraniana que se encontrava na estação.

Notícia atualizada às 22.35 horas.

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