Governador de Lugansk acusa Rússia de causar "destruição catastrófica"

"Os russos querem conquistar totalmente a região de Lugansk antes de 26 de junho" (domingo), disse o governador ucraniano da região. Uma informação que já tinha sido avançada pela vice-ministra da Defesa da Ucrânia.

O governador ucraniano da região de Lugansk acusou esta terça-feira o exército russo de estar a causar uma "destruição catastrófica" em Lyssychansk, uma cidade vizinha de Severodonetsk na região do Donbass, no leste da Ucrânia.

"Combates [em curso] na zona industrial de Severodonetsk e destruição catastrófica em Lyssychansk", descreveu Serguei Gaidai na rede social Telegram, segundo a agência noticiosa francesa AFP.

Gaidai admitiu que as últimas 24 horas foram difíceis para as forças ucranianas.

Referiu também as forças russas destruíram as três pontes que ligam Severodonetsk e Lyssychansk, pelo que a primeira das duas cidades ficou isolada do resto dos territórios controlados pelas autoridades de Kiev.

"Os russos querem conquistar totalmente a região de Lugansk antes de [domingo] 26 de junho", disse Gaidai, reafirmando uma informação que já tinha sido divulgada pela vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar.

"Mas eles não chegarão lá em cinco dias", acrescentou o governador de Lugansk, região que integra o Donbass, juntamente com Donetsk.

Ao lançar a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Rússia disse que estava a responder a um pedido de ajuda das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, que tinha reconhecido dias antes.

Moscovo patrocinou uma guerra separatista em Donetsk e Lugansk desde 2014, quando invadiu a Ucrânia para anexar a península da Crimeia.

Um representante da Rússia em Lugansk disse hoje que duas dezenas de civis deixaram a fábrica de Azot, onde se encontram forças ucranianas que estão a tentar resistir ao avanço russo em Severodonetsk.

"À medida que as forças aliadas [milícias pró-russas e tropas de Moscovo] avançam no território de Azot, os civis que têm sido bloqueados durante as últimas semanas começam a abandonar os abrigos. Hoje, duas dezenas de civis saíram para a segunda entrada da fábrica, que não é controlada por combatentes ucranianos", disse Rodion Miroshnik na rede Telegram, segundo a EFE.

Em Donetsk, a polícia regional acusou hoje as tropas russas de terem usado munições de fragmentação, que são proibidas pelo direito internacional.

"As forças russas dispararam sobre a região de Donetsk utilizando aviões, um sistema de mísseis antiaéreos S-300, Tornado-S e Uragan MLRS [lança-foguetes múltiplos], artilharia e tanques. Os invasores também utilizaram munições de fragmentação", disse a polícia regional num comunicado, citado pela EFE.

Os ataques russos das últimas horas provocaram um número não especificado de vítimas e destruíram meia centena de edifícios civis, segundo a polícia da região de Donetsk.

As informações divulgadas pelas autoridades ucranianas e russas sobre os combates na Ucrânia, que entraram hoje no 118.º dia, não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

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