Ghislaine Maxwell condenada a 20 anos de prisão por crimes sexuais

Ex-assistente de Jeffrey Epstein recrutava jovens raparigas para o falecido milionário

Ghislaine Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão por um juiz dos EUA, esta terça-feira, por ajudar o falecido milionário Jeffrey Epstein a abusar sexualmente de jovens raparigas.

A sentença, proferida no tribunal federal de Manhattan, significa que a ex-socialite de 60 anos passará grande parte do resto da sua vida na prisão.

A condenação da filha do magnata britânico da imprensa Robert Maxwell, que tem nacionalidade americana e francesa, é inferior à pena de 30 a 55 anos pedida pela promotoria.

Durante o julgamento de Maxwell no final de 2021, os promotores provaram com sucesso que ela era "a chave" para o esquema de Epstein de atrair jovens para lhe fazer massagens, durante as quais ele as abusaria sexualmente.

Duas das vítimas de Epstein, identificadas como "Jane" e "Carolyn", testemunharam que tinham apenas 14 anos quando Maxwell começou a aliciá-las.

Os advogados de Maxwell disseram que a sua cliente teve "uma infância difícil e traumática com um pai autoritário, narcisista e exigente".

"Isso a tornou vulnerável a Epstein, que ela conheceu logo após a morte do seu pai", escreveram em documentos apresentados no início deste mês.

O gestor financeiro Epstein suicidou-se na prisão em 2019, aos 66 anos, enquanto aguardava o seu próprio julgamento por crimes sexuais em Nova Iorque.

"A senhora Maxwell não pode e não deve suportar toda a punição pela qual Epstein deveria ter sido responsabilizado", alegaram seus advogados.

Mas os promotores alegaram que Maxwell "era uma adulta que fazia suas próprias escolhas" e argumentaram que ela havia mostrado uma "total falta de arrependimento" pelos seus crimes, cometidos entre 1994 e 2004.

"A sentença de hoje responsabiliza Ghislaine Maxwell por perpetrar crimes hediondos contra crianças", disse Damian Williams, procurador do Distrito Sul de Nova Iorque. "Esta sentença envia uma forte mensagem de que ninguém está acima da lei e nunca é tarde demais para a justiça", acrescentou.

Maxwell já está detida há cerca de dois anos após a sua prisão em New Hampshire no verão de 2020.

"Ghislaine deve morrer na prisão", disse uma das mulheres que acusaram Maxwell e Epstein, Sarah Ransome, em reação fora do tribunal.

A sentença de Maxwell encerra uma queda dramática para o ex-jetsetter internacional Jeffrey Epstein, cujo círculo de amizades incluía o príncipe André, da Grã-Bretanha, o ex-presidente dos EUA e barão imobiliário Donald Trump e a família Clinton.

Em fevereiro, o príncipe André resolveu fora de tribunal um processo de abuso sexual com Virginia Giuffre, mulher que disse ter sido traficada para o príncipe por Epstein e Maxwell.

Em abril, Nathan rejeitou um pedido de Maxwell para um novo julgamento.

Ela argumentou, sem sucesso, que um jurado, que se gabava de ajudar a convencer colegas do painel a condenar Maxwell ao relembrar suas próprias experiências como vítima de abuso sexual, havia influenciado o júri.

em atualização

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