Combatentes ucranianos retirados de Azovstal já estão a receber cuidados médicos, diz Zelensky

A Ucrânia está a preparar-se esta segunda-feira para um novo ataque russo na região leste de Donbass, enquanto o contra-ataque das forças ucranianas em torno de Kharkiv ganhou força.

DN
Soldado ferido na fundição de Azovstal. | foto EPA/REGIMENT AZOV PRESS SERVICE HANDOUT
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Combatentes ucranianos retirados de Azovstal já estão a receber cuidados médicos, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia agradeceu às forças armadas ucranianas, aos serviçoes de informações, aos grupos de negociações, ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e da ONU pela retirada dos combatentes feridos de Azovstal, na cidade sitiada de Mariupol.

"Há feridos muito graves" entre os combatentes ucranianos retirados do complexo industrial. "Estão a ser cuidados", afirmou Volodymyr Zelensky na mensagem de vídeo desta noite.

“A operação para salvar os defensores de Mariupol foi iniciada pelos nossos serviços de inteligência. O trabalho continua para fazer com qjue os nossos rapazes regressem a casa. Esse trabalho exige delicadeza e tempo", disse Zelensky.

Ucrânia: 264 soldados retirados de Azovstal

O ministério da Defesa da Ucrânia confirmou que está a ser realizada a retirada dos combatentes da siderurgia de Azovstal. São, segundo o governo ucraniano, 264 soldados, 53 em estado grave.

Segundo a vice-ministra da Defesa, Hanna Malyar, estes combatentes gravemente feridos foram levados para a cidade de Novoazovsk, mais próxima, controlada por rebeldes apoiados pela Rússia.

Os restantes foram retirados por um corredor humanitário para Olenivka.

Tribunal de Moscovo multa Radio Liberty por emitir conteúdos proibidos

Um tribunal de Moscovo multou hoje a emissora norte-americana Radio Liberty em 18 milhões de rublos (280.247 dólares) pela sua recusa em eliminar conteúdos proibidos na Federação Russa.

O serviço de imprensa do tribunal Tverskói, citado pela Interfax, especificou que o media norte-americano foi considerado culpado de 18 acusações.

A Federação Russa qualifica como informação proibida a incitação de menores ao suicídio, a pornografia infantil e o consumo de drogas, bem como os apelos à participação em manifestações públicas não autorizadas pelas autorizadas e, mais recentemente, a publicação de 'notícias falsas' sobre a invasão russa da Ucrânia.

A Radio Liberty foi acusada pela sua recusa de eliminar informações consideradas falsas, em particular, sobre a quantidade de vítimas entre a população civil ucranianas e os militares russos, bem como "expressões extremistas" contra cidadãos russos.

A Radio Liberty já tinha sido multada por motivos similares em duas ocasiões, em 28 de abril e 13 de maio, em montantes de 15 milhões e 12,8 milhões de rublos, respetivamente.

Lusa

Rússia diz que já começou a retirada de soldados ucranianos feridos de Azovstal. Vão ser tratados em Donetsk

O Ministério da Defesa russo divulgou, esta segunda-feira, um comunicado em que refere que já começou a retirada de soldados ucranianos feridos do complexo siderúrgico Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, avança a CNN internacional.

Os combatentes ucranianos feridos vão ser tratados em Novoazovsk - que fica a cerca de 40 quilómetros de Mariupol -, na autoproclamada República Popular de Donetsk.

No comunicado do Ministério de Defesa russo é referido que "foi estabelecido um regime de cessar-fogo" na área do complexo de Azovstal, tendo sido estabelecido "um corredor humanitário, através do qual militares ucranianos feridos estão ser entregues a um centro médico em Novoazovsk, na República Popular de Donetsk, de modo a fornecer-lhes todas a assistência necessária".

Amnistia Internacional diz que Kiev terá de investigar mais de 10.000 crimes de guerra

A diretora executiva da Amnistia Internacional (AI) na Ucrânia, Oksana Pokalchuk, revelou esta segunda-feira à Lusa que as autoridades ucranianas já abriram investigações a mais de 10.000 casos de crimes durante a invasão russa.

De passagem por Lisboa, Pokalchuk mostrou-se preocupada com a real eficácia do sistema judicial ucraniano em lidar com a "enorme quantidade" de violações de direitos humanos por parte das forças russas.

A representante da AI na Ucrânia explicou que, num futuro próximo, as autoridades ucranianas terão de lidar com mais de 10.000 casos de violações, assassínios extrajudiciais e de torturas, executados por tropas russas em territórios provisoriamente ocupados no leste da Ucrânia.

"Há 10 dias, a Procuradoria-Geral da Ucrânia disse que abriu investigações a mais de 10.000 casos criminais. E isto é apenas o início", denunciou Pokalchuk, dizendo estar convencida que o número de situações de violações de direitos humanos vai aumentar substancialmente, à medida que as forças ucranianas vão libertando territórios que estiveram nas mãos das tropas russas.

Lusa

Foram vistos 12 autocarros com soldados ucranianos a sair de Azovstal. Comandante diz estar a cumprir ordens para salvar vidas

Esta segunda-feira, 12 autocarros com soldados ucranianos foram vistos a sair da fábrica siderúrgica Azovstal, na cidade de Mariupol, avança a Reuters, embora refira que não foi possível verificar quantas pessoas seguiam a bordo.

Estima-se que 600 combatentes ucranianos permanecem no complexo industrial de Azovstal, incluindo dezenas de feridos.

A agência de notícias cita um comandante em Azovstal, que alega estar a cumprir ordens para salvar vidas.

Num vídeo publicado nas redes sociais, o comandante Denys Prokopenko afirmou: “o principal é perceber todos os riscos, haverá um plano B, estão totalmente comprometidos com o plano que deve permitir a realização das tarefas definidas e preservar a vida e a saúde do pessoal?”

"Este é o mais alto nível de supervisão de tropas. Ainda mais quando a decisão é endossada pelo mais alto comando militar”, acrescentou.

Aliança pós-soviética oferece cooperação à NATO para reduzir tensão

A pós-soviética Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), que é liderada pela Rússia, propôs-se esta segunda-feira a cooperar com a NATO para diminuir a tensão causada pela crescente militarização da região euroasiática.

"Reconhecendo a sua responsabilidade de garantir uma paz sólida na região euroasiática, sublinhamos a importância de reduzir a tensão no continente e confirmamos a disposição para iniciar uma cooperação prática com a NATO", indica a declaração final da OTSC após uma cimeira no Kremlin ao fim de 20 anos de existência.

A OTSC alerta que as relações internacionais se caracterizam cada vez mais por um "agravamento da tensão" e para a "tendência para a ingerência militar como forma de resolver crises", a "aplicação seletiva dos princípios do direito internacional" e o "uso de sanções unilaterais".

A organização de defesa pós-soviética manifesta igualmente preocupação com a situação no Afeganistão e noutras fronteiras exteriores dos países membros: Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Arménia, Quirguistão e Tajiquistão.

"Expressamos a nossa disposição para garantir a segurança das fronteiras da zona de responsabilidade da OTSC", refere a declaração.

O presidente russo, Vladimir Putin, apelou, no seu discurso, para que seja fornecido armamento moderno às forças dos países membros e adiantou que vários exercícios militares conjuntos se realizarão na segunda metade deste ano na Ásia central.

O secretário-geral da OTSC, Stanislav Zas, assegurou em conferência de imprensa que a região se encontra "à beira de uma maior militarização da região da Europa de Leste", pelo que culpou a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte), por causa do aumento dos gastos militares e do número de tropas estacionadas perto das fronteiras dos países do espaço pós-soviético.

Lusa

UE não vai reconhecer nenhuma parte da Ucrânia que seja reclamada pela Rússia

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse esta segunda-feira que a UE não vai reconhecer nenhuma parte da Ucrânia que seja reclamada pela Rússia, de acordo com o The Guardian.

Após reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 estados-membros, em Bruxelas, Borrell disse, em conferência de imprensa, que a UE vai ajudar a Ucrânia a exportar para a Europa cereais, incluindo por mar.

Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE não chegam a acordo sobre um sexto pacote de sanções contra a Rússia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) não chegaram a acordo sobre um sexto pacote de sanções contra a Rússia, afirmou esta segunda-feira o chefe da diplomacia europeia, Joseph Borrel, citado pelo The Guardian.

Foi, no entanto, alcançado um acordo em relação aos 500 milhões de euros de ajuda militar à Ucrânia, o que eleva para dois mil milhões de euros o apoio da UE a Kiev.

Turquia não vai dizer "sim" à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO, garante Erdogan

O presidente Recep Tayyip Erdogan confirmou, esta segunda-feira, a oposição da Turquia à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, acusando-os de não tomar uma posição clara contra o terrorismo.

"Não diremos 'sim' àqueles (países) que aplicam sanções à Turquia para se juntarem à organização de segurança NATO", disse Erdogan.

AFP

Exercícios militares da NATO programados nos países bálticos começaram hoje

A NATO iniciou esta segunda-feira na Estónia um exercício militar com 15.000 soldados estónios e da Aliança, com o qual abre uma série de manobras na região do Báltico, planeada e agendada antes da invasão russa da Ucrânia.

Os exercícios na Estónia, apelidados de 'Siil 2022', visam testar "a prontidão de combate das forças de defesa e a sua capacidade de responder a um cenário de ameaça num quadro internacional", disse o Ministério da Defesa da Estónia em comunicado.

Cerca de 7.100 reservistas, 2.500 recrutas, 2.000 militares ativos e 4.200 soldados aliados de dez países participarão neste exercício, detalhou.

Nestas manobras, as mais amplas dos últimos tempos, serão utilizadas "centenas de unidades de equipamento, incluindo veículos blindados, veículos de combate de infantaria, tanques, navios, helicópteros e aviões".

Além disso, os fuzileiros norte-americanos vão fazer exercício na ilha estónia de Saaremaa e a NATO realizará exercícios navais no Mar Báltico.

Entretanto, está a ser realizado um exercício paralelo, na Letónia, na base militar de Adazi, sob a direção da Brigada de Infantaria Mecanizada das Forças Armadas letãs.

A Letónia está também a realizar um exercício no norte do país, que irá testar procedimentos de cooperação e comando transfronteiriços com as Forças de Defesa da Estónia.

Lusa

Macron saúda decisão da Suécia de se candidatar à adesão à NATO

O presidente francês, Emmanuel Macron, congratulou-se esta segunda-feira com a decisão da Suécia de pedir a adesão à NATO, anunciada pela primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson.

"O presidente da República apoia plenamente a decisão soberana da Suécia de aderir rapidamente à NATO", disse o gabinete de Macron, citado pela agência francesa AFP.

Macron, cujo país preside ao Conselho da União Europeia, já tinha saudado o anúncio semelhante feito pela Finlândia na quinta-feira.

A Suécia e a Finlândia deverão entregar ainda esta semana a candidatura à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), pondo termo a uma política histórica de neutralidade e de não participação em alianças militares.

A mudança de política dos dois países nórdicos foi provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

Lusa

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia diz que o país "não tem outra opção que não seja vencer a guerra"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou, esta segunda-feira, à Bloomberg, que o país "não tem outra opção que não seja vencer a guerra".

Trata-se de "uma guerra pela nossa existência", disse Kuleba em declarações citadas pela Sky News.

Reiterou que esta "não é apenas a guerra da Rússia contra a Ucrânia, é uma ameaça que a Rússia representa para o mundo inteiro".

"Temos que detê-los aqui para que outros não sofram tanto quanto nós."

Rússia diz que cessar-fogo foi alcançado para retirar feridos de Azovstal

O Ministério da Defesa da Rússia disse nesta segunda-feira que foi alcançado um acordo para evacuar soldados feridos da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, na Ucrânia.

"Um acordo foi alcançado com representantes do exército ucraniano bloqueados em Azovstal, Mariupol, para evacuar os feridos", disse o ministério.

Acrescentou que um "regime de silêncio" foi introduzido durante a evacuação e que os soldados ucranianos seriam levados para um hospital na cidade vizinha de Novoazovsk. Não houve confirmação imediata das autoridades ucranianas.

Centenas de soldados ucranianos permaneceram escondidos nos túneis subterrâneos.

O batalhão ucraniano Azov, que liderou a defesa de Mariupol, postou vídeos, a dizer que os soldados estão a morrer por causa dos ferimentos.

AFP

Suécia confirma pedido de adesão à NATO

A Suécia vai candidatar-se à adesão à NATO, pondo termo a dois séculos de uma política de não-alinhamento, anunciou hoje a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson.

"O Governo decidiu informar a NATO do desejo da Suécia de se tornar membro da aliança", disse Andersson numa conferência de imprensa em Estocolmo, após uma reunião extraordinária do executivo e de um debate parlamentar, citada pelas agências AFP e EFE.

"Estamos a sair de uma era e a entrar numa nova", disse a líder do Partido Social-Democrata sueco, aludindo à política de não-alinhamento mantida pela Suécia desde as Guerras Napoleónicas, do século XIX.

Lusa

ONU pede rapidez e coordenação a investigadores de crimes de guerra

O relator da ONU para execuções arbitrárias e extrajudiciais, Morris Tidball-Binz, pediu hoje aos investigadores de alegados crimes de guerra russos na Ucrânia que coordenem o trabalho, para acelerar o processo.

Em comunicado, o relator chileno-argentino saudou os avanços alcançados no processo pela Procuradoria-Geral da Ucrânia, o Tribunal Penal Internacional, bem como pelas iniciativas em curso em países que reconhecem a jurisdição deste organismo, mas recomendou que todos se coordenem para unificar critérios e evitar redundâncias, de forma a evitar o prolongamento do trauma das vítimas.

"Sem essa coordenação, há um risco considerável de sobreposição e duplicação de trabalho, o que prejudicaria a eficácia e eficiência das investigações", explicou o relator da ONU.

Tidball-Binz avisou que as vítimas de alegados crimes de guerra e de crimes contra a humanidade podem aumentar o trauma das vítimas "se estas forem entrevistadas várias vezes por diferentes investigadores".

Lusa

Portugal atribuiu quase 37 mil proteções temporária e um terço são menores

Portugal atribuiu até hoje quase 37.000 proteções temporária a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, dos quais um terço foram a menores, segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Numa nota de balanço, o SEF precisa que, desde o início da guerra a 24 de fevereiro, concedeu 36.944 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 24.441 dos quais a mulheres e 12.503 homens.

De acordo com o SEF, os municípios com o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (5.510), Cascais (2.381), Sintra (1.362), Porto (1.286) e Albufeira (1.083).

O SEF indica também que emitiu 33.076 certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária.

Lusa

Rússia acompanha de perto debate da Suécia sobre adesão à NATO

A presidência russa garantiu hoje estar a acompanhar de perto o debate na Suécia sobre a entrada do país na NATO, depois de o partido no poder ter anunciado, no domingo, uma posição favorável à adesão.

"Estamos a acompanhar com muito cuidado o que vai acontecer e tomamos nota de todas as declarações", disse o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov.

Peskov defendeu que a entrada da Suécia e da Finlândia na NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, também conhecida como Aliança Atlântica) "não irá contribuir para fortalecer a arquitetura de segurança" do continente europeu.

"É um assunto sério e uma questão que nos preocupa. Vamos acompanhar com muito cuidado as consequências práticas que a entrada da Suécia e da Finlândia na NATO possam ter para a segurança" da Rússia, disse o representante do Kremlin.

Lusa

Separatistas de Donetsk dizem ter retirado mais de 300 cidadãos de Mariupol

Os separatistas pró-russos da autoproclamada república de Donetsk afirmaram hoje que retiraram mais de 300 cidadãos no domingo da cidade ucraniana de Mariupol, para duas cidades controladas pela Rússia.

No total, 314 pessoas foram retiradas desta cidade portuária estratégia no sul da Ucrânia, incluindo 50 crianças, segundo a agência de notícias russa TASS, que cita a defesa territorial da autoproclamada república.

Os cidadãos foram transferidos para as cidades de Bezimenne e Novoazovsk, informaram os separatistas pró-russos.

De acordo com os separatistas, desde 05 de março um total de 32.638 pessoas foram retiradas e levadas para Bezimenne.

Lusa

McDonald's deixa a Rússia

A gigante americana de fast-food McDonald's vai sair do mercado russo e vender os seus negócios no país a um comprador local, informou esta segunda-feira a empresa.

A empresa referiu em comunicado que estava "a procurar vender todo o seu portfólio de restaurantes McDonald's na Rússia a um comprador local", acrescentando que isso implicaria que os estabelecimentos existentes "não usassem mais o nome, logotipo, marca e cardápio do McDonald's, embora a empresa continuará a manter as suas marcas registadas na Rússia".

AFP

Borrell admite dificuldades com Hungria sobre sanções ao petróleo russo

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, reconheceu hoje as dificuldades em garantir o apoio da Hungria à proposta para sancionar o petróleo russo, devido à dependência do país das importações da Rússia.

No âmbito do agravamento das sanções contra a Rússia por ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Comissão Europeia propôs um embargo à importação de petróleo russo até ao final do ano, mas a Hungria opõe-se, apesar de a proposta prever um ano suplementar de transição para o país.

"Temos de convencer 27 países. Entre eles, alguns têm mais problemas do que outros. É uma situação objetiva que alguns Estados-membros enfrentam mais dificuldades", admitiu Borrell em Bruxelas, à entrada para uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE sobre a situação na Ucrânia.

O diplomata espanhol referiu-se ao facto de haver países "mais dependentes porque não têm acesso ao mar, não têm a possibilidade de receber petroleiros".

Lusa

Ucrânia e Japão acordam empréstimo de quase 100 milhões de euros

A Ucrânia e o Japão assinaram um acordo de empréstimo de 100 milhões de dólares (96,29 milhões de euros) destinado principalmente a ajudar pessoas vulneráveis na Ucrânia após a invasão russa, anunciou o Ministério das Finanças ucraniano nesta segunda-feira.

O empréstimo será de 30 anos e inclui um período de carência de 10 anos.

Rússia lança ataque de mísseis na região de Odessa

Um ataque russo com recurso a mísseis na região de Odessa danificou infraestruturas turísticas na região e feriu dois adultos e uma criança, informou a agência de notícias Interfax.

"O inimigo continua a atacar a ponte danificada e inoperante sobre o estuário do Dniester, mas atingiu civis. Dois adultos ficaram feridos e uma criança pequena ficou gravemente ferida", indicou a agência, que citou o canal da autarquia de Odessa no Telegram.

Rússia diz que adesões de Suécia e Finlândia à NATO são "erros graves"

A Rússia alertou esta segunda-feira que as decisões de Finlândia e Suécia em juntarem-se à NATO são erros graves e que Moscovo vai tomar medidas.

"Esse é outro erro grave com consequências de longo alcance", afirmou aos jornalistas o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov.

"O nível geral de tensões militares vai aumentar. É uma pena que o bom senso esteja a ser sacrificado por algumas ideias fantasmas sobre o que deve ser feito na situação atual", acrescentou.

AFP

Renault vende filial na Rússia a Moscovo

A Renault anunciou hoje a venda da filial russa à autarquia de Moscovo e a participação maioritária que detinha no fabricante Avtovaz a um organismo estatal russo, reservando a opção de recompra nos próximos seis anos.

A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração, por unanimidade.

A possibilidade de recuperar o controlo da Avtovaz, na qual detinha 67,69% do capital, e que está agora nas mãos do Instituto Central de Investigação e Desenvolvimento de Automóveis e Motores (NAMI), está prevista no contrato de venda "em certos períodos" durante esses seis anos.

A Renault estava sob pressão para sair do país desde a intervenção militar da Rússia na Ucrânia. Graças à AvtoVAZ, a Rússia foi o segundo maior mercado do Grupo Renault, atrás da Europa, no ano passado, com cerca de meio milhão de veículos vendidos.

Ucrânia prepara-se para nova investida russa em Donbass

A Ucrânia está a preparar-se esta segunda-feira para um novo ataque russo na região leste de Donbass, enquanto o contra-ataque das forças ucranianas em torno de Kharkiv ganhou força.

O controlo do Donbass tornou-se um dos principais objetivos da Rússia, sobretudo depois de o objetivo de tomar Kiev ter falhado.

"Estamos a preparar-nos para novas tentativas da Rússia de atacar em Donbass e de alguma forma intensificar movimentos no sul da Ucrânia", afirmou o presidente Volodymyr Zelensky no seu discurso noturno.

"Os ocupantes ainda não querem admitir que estão num beco sem saída e que a sua chamada operação especial já faliu", acrescentou.

AFP

Bruxelas divulga hoje previsões económicas que já devem refletir efeitos da guerra

A Comissão Europeia divulga hoje as previsões económicas de primavera, que já deverão refletir as consequências da guerra da Ucrânia, causadas pela invasão russa, esperando-se uma revisão em baixa do crescimento na União Europeia (UE) e zona euro.

A apresentação será feita em conferência de imprensa, em Bruxelas, pelo comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, a partir das 11:00 (hora local, menos uma em Lisboa).

Paolo Gentiloni já veio reconhecer que as anteriores previsões de crescimento de 4% da economia do euro e da UE em 2022 são "excessivamente otimistas" devido aos impactos económicos da guerra ucraniana, à crise energética e ao aumento dos preços, admitindo uma revisão em baixa.

Em altura de confronto armado em território ucraniano devido à ofensiva russa, o responsável europeu da tutela reconheceu que, por isso, "existem várias formas através das quais o PIB [da zona euro e da UE] será afetado", em declarações feitas no final de março.

Lusa

MNE ucraniano participa hoje em Bruxelas em reunião da UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, participa hoje em Bruxelas na reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE), para debater a invasão militar russa do país, quando os 27 tentam aprovar novas sanções.

A reunião, que se inicia pelas 11:00 (10:00 em Lisboa), tem como pontos de agenda uma análise dos "mais recentes acontecimentos da agressão russa contra a Ucrânia" e uma "troca de pontos de vista informal sobre esta matéria com o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, e a ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Mélanie Joly", esta última em Bruxelas para uma reunião ministerial UE-Canadá.

A reunião dos 27 chefes da diplomacia europeia -- na qual participa o ministro português João Gomes Cravinho -- acontece numa altura em que a UE tenta negociar um embargo energético gradual à Rússia, no âmbito do sexto pacote de sanções à Rússia apresentado pela Comissão Europeia no início de maio, não se prevendo, porém, um acordo no encontro de hoje.

No domingo, após participar na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Berlim, João Gomes Cravinho garantiu que Portugal poderia "fechar amanhã a torneira do gás ou do petróleo russo", embora essa não seja a situação de todos os Estados-membros.

Lusa

Bom dia!


Sejam bem-vindos ao liveblog desta segunda-feira sobe a guerra na Ucrânia.