Príncipe André quer julgamento civil em Nova Iorque após acusações de agressão sexual

Segundo filho da rainha Isabel II é acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, de 38 anos. Caso terá ocorrido quando alegada vítima era menor e insere-se no escândalo de Jeffrey Epstein.

DN/Lusa
Príncipe André© EPA/JULIEN WARNAND

O príncipe André pediu um julgamento civil, em Nova Iorque, após as acusações de abuso sexual da norte-americana Virgínia Giuffre, anunciaram esta quarta-feira os advogados.

Conforme avança a AFP, "o príncipe André exige um julgamento por júri em todos os fundamentos invocados na queixa civil" apresentada em agosto de 2021, disseram os advogados do segundo filho da rainha Isabel II, acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, de 38 anos.

A norte-americana alega que as agressões sexuais ocorreram três vezes, em 2001, quando era ainda menor de idade.

Num documento entregue no Tribunal Federal de Manhattan, Nova Iorque, os advogados do príncipe André contestam ponto a ponto as acusações de Guiffre.

Nascida Virginia Roberts, Guiffre, que reside atualmente na Austrália, foi também vítima do financeiro milionário norte-americano Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, e da sua cúmplice britânica Ghislaine Maxwell, considerada culpada, em dezembro, em Nova Iorque, por tráfico de menores.

O príncipe André é acusado por Giuffre de agressão sexual em Londres, Nova Iorque e Ilhas Virgens Americanas, residências do casal de predadores sexuais Epstein-Maxwell, quando ela tinha 17 anos.

O duque de Iorque, que acaba de ser destituído dos seus títulos militares pela sua mãe, sempre contestou "categoricamente" as acusações, mas não conseguiu, em janeiro, que a justiça americana arquivasse o caso.