Zelensky: Rússia está a aumentar ataques aéreos para compensar falhas no terreno

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, saudou a retirada de 264 militares da fábrica Azovstal na cidade de Mariupol na segunda-feira à noite. A missão de evacuação prossegue, num dia marcado pelo valor recorde da cotação do trigo.

DN
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EUA consideram bloquear pagamentos da divida russa

Os EUA estão a considerar bloquear os pagamentos da dívida russa. A acontecer, a Rússia pode entrar em situação de incumprimento

De acordo com a Reuters, os EUA estão a ponderar bloquear a capacidade da Rússia de pagar aos detentores de títulos norte-americanos, após um prazo terminar na próxima semana, referiu um oficial da administração norte-americana.

Apesar das sanções ocidentais, a Rússia tem conseguido, até agora, efetuar os pagamentos internacionais de títulos.

Escreve a agência de notícias que a Rússia tem 40 mil milhões de dólares em títulos internacionais.

Governo russo: Economia do país vai contrair 7,8% em 2022

A economia russa vai contrair-se 7,8% em 2022, previu hoje o Ministério da Economia, em resultado das sanções internacionais aplicadas à Federação Russa devido à invasão da Ucrânia pelas tropas do Kremlin.

As previsões ministeriais são melhores do que as avançadas pelo banco central russo, que apontou um intervalo entre oito e dez por cento para a contração económica no ano em curso.

Segundo as previsões económicas do Ministério para os próximos quatro anos, a economia deve contrair outros 0,7% em 2023, enquanto o banco espera uma descida mais forte, de 0,7%.

Estas previsões coincidem com a maior contração da economia russa -- 7,8% em 2009 -, desde que Vladimir Putin chegou ao poder, em 2000.

A economia russa já apresentou efeitos das sanções internacionais no primeiro trimestre, no qual o produto interno bruto (PIB) russo só cresceu 1,6%.

Os analistas económicos russos esperam que o ponto mais baixo da evolução do PIB ocorra no terceiro trimestre, sendo que a recuperação que se espera aconteça depois só se fará sentir na vida das pessoas no segundo semestre de 2023.

As previsões macroeconómicas para 2022 apontam para uma taxa de inflação de 17,5%, uma baixa dos investimentos de capital em 19,4%, uma queda do rendimento real em 6,8% e um aumento do desemprego para 6,7%.

O Ministério da Economia espera também que as exportações desçam 14%, o que no caso dos hidrocarbonetos deve ficar pelos oito por cento.

Ao antecipar um novo pacote de sanções, Putin classificou como "suicídio económico" a possível renúncia da União Europeia ao petróleo e gás russos.

Lusa

OMS regista 226 ataques a instalações de saúde desde o início da guerra

A Organização Mundial da Saúde registou 226 ataques contra instalações de saúde na Ucrânia desde o início da guerra, que causaram pelo menos 75 mortos e 59 feridos, anunciou hoje o diretor regional da OMS para a Europa.

"São quase três ataques, em média, por dia", afirmou Hans Kluge numa conferência de imprensa em Kiev, salientando que dois terços das agressões a profissionais do setor da saúde registadas globalmente em 2022 ocorreram na Ucrânia.

Neste momento, a OMS pode confirmar que estes ataques causaram pelo menos 75 mortos e 59 feridos, refere o gabinete da região europeia da OMS, que também abrange a Rússia e várias antigas repúblicas soviéticas, sem avançar mais detalhes sobre as vítimas por razões de segurança.

Kluge, que visitou na segunda-feira instalações de saúde afetadas por conflitos na região de Chernigov, no norte da Ucrânia, aproveitou a ocasião para expressar o seu "imenso apreço e admiração" pelos profissionais de saúde ucranianos.

"Eles têm demonstrado uma tremenda coragem e dedicação desde o início da guerra. Fazem o impossível, mantêm-se firmes e salvam vidas", disse o responsável, citado pela agência de nostícias espanhola Efe.

O diretor regional anunciou que esta semana se reunirá com representantes do Governo ucraniano para obter mais informações sobre os desafios que o país enfrenta, entre os quais apontou o acesso a medicamentos por parte de doentes crónicos.

Destacou também a necessidade de fortalecer os serviços de saúde mental, uma vez que uma em cada cinco pessoas em zonas de conflito desenvolvem problemas "graves" nesta área, e para apoiar sobreviventes de violência e abuso sexual.

Hans Kluge lançou ainda o repto de colocar a saúde "no centro dos esforços de reconstrução e recuperação", dando como exemplo o problema do fornecimento de eletricidade em hospitais e centros de saúde.

Explicou que a OMS trabalha para fornecer geradores, mas que a longo prazo o objetivo é avançar para a utilização de energias renováveis para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.

Por seu lado, o representante da OMS na Ucrânia, Jarno Habicht, explicou que as infraestruturas de saúde danificadas pela guerra, entre as quais hospitais, centros de cuidados de saúde primários e ambulâncias, prestavam serviço todos os meses a um quarto de milhão de civis.

"Este é o impacto destes ataques e são ataques que continuam. É inaceitável e não há nenhuma razão para isso", vincou Jarno Habicht.

Até agora, a OMS forneceu à Ucrânia mais de 500 toneladas cúbicas de material médico, incluindo medicamentos, equipamentos para o tratamento de doentes, ambulâncias e geradores elétricos, adiantou.

Lusa

Amnistia Internacional com "sérias preocupações" sobre soldados retirados de Azovstal

A organização Amnistia Internacional (AI) manifestou esta terça-feira "sérias preocupações" sobre o destino dos militares ucranianos que foram retirados do complexo siderúrgico Azovstal, na cidade ucraniana de Mariupol, após um cerco prolongado.

"Os soldados do batalhão Azov foram desumanizados pelos meios de comunicação russos e retratados na propaganda do [Presidente russo, Vladimir] Putin como 'neo-nazis' durante a guerra agressiva da Rússia contra a Ucrânia. Esta caracterização levanta sérias preocupações sobre o seu destino como prisioneiros de guerra", disse a Amnistia, numa declaração hoje divulgada.

A AI salienta que documentou "execuções sumárias" de prisioneiros pelas milícias pró-russas no Donbass, bem como "execuções extrajudiciais" de civis ucranianos pelas forças russas nas últimas semanas.

"Os soldados do batalhão Azov que hoje se renderam não devem sofrer o mesmo destino", acrescentou a organização de defesa dos direitos humanos.

A Amnistia ressalvou que "os prisioneiros de guerra não devem ser sujeitos a qualquer forma de tortura ou maus-tratos e devem ter acesso imediato ao Comité Internacional da Cruz Vermelha".

"As autoridades competentes devem respeitar plenamente os direitos dos prisioneiros de guerra, em conformidade com as convenções de Genebra", sublinhou.

Lusa

Sete autocarros com soldados que estavam em Azovstal chegaram à colónia penal de Olenivka, cidade controlada pela Rússia

Os sete autocarros com combatentes ucranianos que deixaram esta terça-feira o complexo siedrúrgico de Azovstal, em Mariupol, já chegaram à colónia penal da cidade de Olenivka, controlada pela Rússia, na região de Donetsk, de acordo com a Reuters, que cita uma testemunha.

A Rússia criou um Comité de Investigação que pretende interrogar os soldados, muitos deles membros do Batalhão Azov, indica a agência estatal russa Tass.

Os inquéritos aos soldados que deixaram Azovstal, que foi o último reduto ucraniano em Mariupol, faz parte de uma investigação sobre o que Moscovo considera "crimes do regime ucraniano", acrescentou a Tass.

UE com plano de 210 mil milhões de euros até 2027 para ser independente da energia russa

A Comissão Europeia vai propor um pacote energético que implica um investimento adicional de 210 mil milhões de euros até 2027 para a União Europeia (UE) se tornar independente da energia russa e cumprir metas ambientais.

No rascunho da comunicação que deverá ser divulgada na quarta-feira, ao qual a agência Lusa teve esta terça-feira acesso, lê-se que "a análise da Comissão indica que o [novo pacote energético] REPowerEU implica um investimento adicional de 210 mil milhões de euros até 2027, para além do que é necessário para atingir os objetivos do pacote Objetivo 55", que prevê uma transição ecológica com redução de 55% das emissões poluentes até 2030.

De acordo com Bruxelas, "tal investimento será compensador", já que ambos os pacotes -- o energético e o ambiental -- permitirão à UE "poupar 80 mil milhões de euros em despesas de importação de gás, 12 mil milhões de euros em despesas de importação de petróleo e 1,7 mil milhões de euros em despesas de importação de carvão por ano".

Em causa está REPowerEU, o plano para aumentar a resiliência do sistema energético europeu e tornar a Europa independente dos combustíveis fósseis russos antes de 2030, no seguimento da guerra da Ucrânia e dos problemas no abastecimento.

Lusa

Ministério Público russo quer que batalhão Azov seja declarado organização terrorista

O Ministério Público da Rússia pediu ao Supremo Tribunal que reconheça como organização terrorista o batalhão Azov, integrado no Exército da Ucrânia e considerado por Moscovo como um grupo "nazi".

O Ministério da Justiça russo adiantou que a audiência será realizada no dia 26 às 07:00 GMT (uma hora mais em Lisboa), de acordo com a agência russa Interfax.

A declaração de uma organização terrorista implica a proibição das suas atividades.

O batalhão Azov, criado em 2014 no porto de Mariupol (Mar de Azov), é formado por ultranacionalistas e está totalmente integrado no Exército ucraniano desde o final desse ano.

A medida vai além de um projeto de resolução que a Duma, a câmara baixa do Parlamento da Rússia, vai avaliar quarta-feira e que propõe vetar a troca de "criminosos nazis", numa referência aos combatentes do batalhão Azov que se renderam depois de semanas de cerco a um complexo siderúrgico em Mariupol.

As duas iniciativas surgem depois de o deputado russo Leonid Slutsky, líder interino do grupo parlamentar do Partido Liberal Democrata Ultranacionalista russo, ter afirmado que os combatentes do batalhão Azov merecem a pena de morte, propondo até uma exceção na moratória da Rússia sobre a aplicação da pena de morte.

"As bestas nazis semelhantes a humanos, cujas mãos estão até aos cotovelos manchadas com o sangue das mulheres, dos idosos e das crianças que foram baleadas nas costas, e que mutilaram os prisioneiros de guerra, devem receber o castigo mais severo", escreveu o deputado na sua conta do Telegram.

Lusa

Ucrânia diz que as negociações de paz com a Rússia estão suspensas e culpa Moscovo

Assessor da presidência ucraniana, Mykhailo Podolak, disse, esta terça-feira, que as conversações de paz com a Rússia estão suspensas e culpa Moscovo pela falta de compromisso.

"O processo de negociação está suspenso", disse Podolak, que é também um dos elementos da delegação ucraniana nas negociações com a Rússia, em comunicado divulgado pela presidência.

"O objetivo estratégico dos russos é: tudo ou nada", referiu, acrescentando que os russos não entenderam que a guerra "não está mais a decorrer de acordo com as suas regras, o seu cronograma ou os seus planos".

As conversações entre as delegações russa e ucraniana têm sido realizadas regularmente, tanto pessoalmente como por videoconferência, desde que o Kremlin ordenou a entrada de tropas russas na Ucrânia, a 24 de fevereiro.

Também esta terça-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Andrei Rudenko, disse que as negociações não estavam a ser realizadas "de forma alguma" entre os dois lados, segundo noticia a agência de notícias Interfax.

AFP

Tribunal Penal Internacional envia a maior missão em peritos para o país

O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou hoje o envio para a Ucrânia de uma equipa de 42 especialistas, a maior missão de sempre em termos de efetivos, para investigar os crimes cometidos durante a invasão russa.

"Confirmo que hoje o meu escritório enviou uma equipa de 42 investigadores, cientistas forenses e outros funcionários de apoio para a Ucrânia", disse Karim Khan num comunicado, acrescentando que é "a mais importante missão em termos de efetivos já enviada para o terreno de uma só vez".

O procurador do TPI, criado em 2002 para julgar os piores crimes cometidos no mundo, abriu uma investigação em 3 de março sobre alegações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Ucrânia.

"Graças ao envio de uma equipa de investigadores, poderemos seguir pistas e recolher testemunhos relacionados a ataques militares que podem constituir crimes abrangidos pelo Estatuto de Roma", que é o tratado fundador do TPI, referiu o procurador.

Lusa

Alemanha vai intensificar cooperação militar com Suécia e Finlândia

O chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou hoje que a Alemanha vai "intensificar" a cooperação militar com a Suécia e a Finlândia, que procuram garantias de segurança durante o período de transição até à integração na NATO, que solicitaram.

"Intensificaremos a nossa cooperação militar, especialmente na região do mar Báltico, e através de exercícios conjuntos", disse Scholz numa conferência de imprensa em Berlim.

O chefe do Governo alemão acrescentou que a Suécia e a Finlândia poderão contar com o apoio da Alemanha "especialmente nesta situação muito especial" antes da sua esperada aceitação na NATO.

O chanceler alemão falou da oposição do Presidente turco à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO, manifestando-se "otimista" quanto à ratificação por todos os membros da aliança, incluindo a Turquia.

Lusa

Kiev diz que negociações de paz com Moscovo estão suspensas

As negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia estão "suspensas", já que Moscovo não demonstra qualquer "compreensão" da atual situação, afirmou hoje Mykhailo Podoliak, conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e membro da delegação ucraniana.

"O processo de negociação está suspenso", disse Podoliak, citado pela Presidência ucraniana.

"A Rússia não está a mostrar um elemento-chave: a compreensão (...) do que está a acontecer atualmente no mundo e o seu papel extremamente negativo", referiu Podoliak, acrescentando que Moscovo "não entende que a guerra não está mais a decorrer de acordo com as suas regras, com o seu calendário ou com os seus planos".

"O objetivo estratégico dos russos é tudo ou nada", segundo Podoliak, um dos membros da delegação ucraniana nas conversações de paz, acusando ainda as elites políticas russas de terem "medo de dizer a verdade".

O vice-ministro russo, Andrei Rudenko, assegurou hoje que não há qualquer negociação a decorrer atualmente entre a Rússia e a Ucrânia, afirmando que Kiev "abandonou de vez" o diálogo.

"As negociações pararam. A Ucrânia abandonou de vez o processo de diálogo", disse Rudenko à agência de notícias Interfax, sublinhando que as conversações entre os dois países, iniciadas em finais de fevereiro, foram interrompidas.

Lusa

NATO: Parlamento da Finlândia aprova adesão com ampla maioria

O parlamento da Finlândia aprovou hoje, com uma ampla maioria, a adesão à NATO, permitindo que a candidatura oficial do país nórdico seja enviada para a sede da Aliança Atlântica.

Após uma sessão parlamentar de dois dias, o projeto de adesão foi adotado por 188 votos a favor (95%), oito contra e nenhuma abstenção.

A adesão da Finlândia à NATO marcará o fim de quase oito décadas de não-alinhamento.

Lusa

Rússia abandona Conselho dos Estados do Mar Báltico

A Rússia retirou-se do Conselho dos Estados do Mar Báltico (CEMB), de que tinha sido suspensa em março, por ter invadido a Ucrânia, anunciou hoje o Governo russo.

Em comunicado citado pela agência russa TASS, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia justificou a decisão como uma "resposta a ações hostis".

A decisão foi comunicada numa mensagem enviada pelo ministro Serguei Lavrov aos seus homólogos dos países membros do CEMB, ao chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, e ao secretariado do Conselho em Estocolmo.

"Ao mesmo tempo, a Assembleia Federal da Federação Russa decidiu retirar-se da Conferência Parlamentar do Mar Báltico", disse o ministério no comunicado.

Na sequência da invasão da Ucrânia, o CEMB suspendeu a participação da Rússia na organização, em 03 de março, bem como do seu aliado Bielorrússia, que tinha o estatuto de observador.

A Rússia é um dos cofundadores do CEMB, cuja presidência está atualmente a cargo da Noruega.

O CEMB integra ainda Alemanha, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Polónia, Suécia e EU.

A organização foi criada em 1992, para responder "às dramáticas mudanças geopolíticas que tiveram lugar na Região do Mar Báltico com o fim da Guerra Fria", na sequência da dissolução da União Soviética, segundo o CEMB.

No comunicado citado pela TASS, a diplomacia russa disse que a decisão não irá afetar a presença da Rússia na região.

Lusa

Rússia diz que exportações pararam porque ucranianos minaram os portos

As exportações de cereais da Ucrânia estão paradas porque os portos do país, onde a Rússia iniciou uma campanha militar em 24 de fevereiro, foram fortemente minados pelos "nacionalistas" ucranianos, acusou hoje o Kremlin.

"Os portos ucranianos foram fortemente minados e a navegação é perigosa", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

Moscovo acusa os nacionalistas ucranianos, que diz estarem a lutar no território do país vizinho, de minar os portos.

Os Estados Unidos disseram segunda-feira que apoiam as negociações das Nações Unidas com a Rússia e a Ucrânia para tentar que os produtos agrícolas ucranianos voltem aos mercados internacionais, especialmente os cereais.

Lusa

Kremlin diz que direito internacional será respeitado no tratamento dos combatentes de Azovstal

O Kremlin garantiu hoje que vai tratar de acordo com as normas do "direito internacional" os combatentes ucranianos que estavam no complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, e que se renderam após um cerco prolongado.

O Presidente russo, Vladimir Putin, "garantiu que (os rendidos) serão tratados de acordo com o direito internacional", disse o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa.

A Rússia indicou que foram 265 os soldados ucranianos retirados do complexo siderúrgico, incluindo 51 feridos graves, que "depuseram as armas e se entregaram".

Peskov evitou comentar a condição dos militares que se renderam e disse que é uma questão para o Ministério da Defesa.

Lusa

Ocidente considera ucranianos descartáveis na guerra com Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou hoje o Ocidente de considerar a Ucrânia como "material descartável na guerra híbrida" que está a travar contra a Rússia.

"Ninguém precisa da Ucrânia. A Ucrânia é material descartável na guerra híbrida total contra a Federação Russa", disse o chefe da diplomacia russa numa conferência educacional com o tema "Novos Horizontes", citado pela agência espanhola EFE.

Lavrov disse que esta circunstância "não levanta quaisquer dúvidas na mente de ninguém e foi declarada publicamente".

"Josep Borrell, o diplomata de topo da União Europeia, diz que 'nesta guerra, a vitória deve ser alcançada no campo de batalha'", referiu.

Lusa

Rússia sairá mais segura da "tempestade perfeita"

O porta-voz do Kremlin (Presidência russa), Dmitri Peskov, considerou hoje que a Rússia está a atravessar uma "tempestade perfeita" em que enfrenta "Estados hostis", mas de que sairá "mais estável e mais segura".

"Vivemos em condições semelhantes às de uma tempestade perfeita, um momento de verdade, e essa mesma tempestade deve garantir e proteger os nossos interesses, tornar a nossa vida mais fácil, mais confortável, mais estável e mais segura", disse Peskov, citado pelas agências espanholas EFE e Europa Press.

Numa intervenção perante estudantes no âmbito de uma conferência educacional sobre "Novos Horizontes", Peskov exortou os russos a considerar como hostis os países que disse travarem uma "guerra híbrida" contra a Rússia.

"Não se limita aos conselheiros norte-americanos e britânicos, que dizem aos nacionalistas ucranianos armados [soldados] o que fazer e lhes fornecem informações. Não, é uma guerra diplomática e uma guerra política. Há tentativas de nos isolar no mundo. É uma guerra económica", disse.

Lusa

UE apoia "com firmeza" candidatura de Finlândia e Suécia à Aliança

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, referiu hoje estar confiante que a Turquia irá avalizar a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO, candidatura que o bloco europeu apoia "com firmeza".

"Sei que a Turquia levantou algumas objeções e espero que a NATO seja capaz de as superar, mas pela minha parte e a do Conselho (da UE) há um apoio firme à adesão", disse o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Defesa, em declarações aos jornalistas, à entrada para uma reunião do Conselho de ministros da Defesa dos 27 do bloco comunitário.

O tema do alargamento da NATO aos dois países nórdicos, que decidiram apresentar a candidatura na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, domina a agenda do Conselho de ministros da Defesa da UE, em que Portugal está representado pela titular da pasta, Helena Carreiras.

Josep Borrell salientou ainda que a adesão da Finlândia e da Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa) reforça o bloco europeu e dá-lhe "mais capacidade face a todas as ameaças nas fronteiras".

Lusa

Ucrânia tenta evacuar Azovstal após centenas de combatentes se renderem

As autoridades ucranianas estão esta terça-feira a tentar evacuar os últimos defensores da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, enquanto a Rússia diz que os soldados que partiram numa operação anterior se renderam.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que 265 soldados ucranianos se renderam no local, incluindo 51 feridos, que foram levados para um hospital da região de Donetsk, controlada por separatistas pró-Kremlin.

Já o Ministério da Defesa da Ucrânia adiantou que será levado a cabo um "procedimento de troca" para "repatriar esses heróis ucranianos o mais rápido possível", acrescentando estar a fazer "tudo o que é necessário" para resgatar quem ainda está escondido em Azovstal.

AFP

Chefe da diplomacia sueca assina candidatura de adesão

A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Ann Linde, assinou hoje a candidatura formal da Suécia à adesão à NATO, anunciada na segunda-feira pelo Governo social-democrata, após uma reunião extraordinária.

"É algo grande, sério, e alcançamos o que pensamos ser o melhor para a Suécia", disse Linde aos jornalistas enquanto assinava o documento no seu gabinete, em Estocolmo, segundo a imprensa local e a agência espanhola EFE.

A Suécia tenciona apresentar a candidatura hoje ou na quarta-feira, na sede da NATO, em Bruxelas, ao mesmo tempo que a Finlândia.

O parlamento finlandês deverá votar hoje a decisão formal, aprovada no domingo pelo Presidente Sauli Niinistö e pelo Governo liderado pela social-democrata Sanna Marin.

Lusa

Rússia diz que "Ucrânia praticamente se retirou do processo de negociação"

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Andrei Rudenko, afirmou esta terça-feira que praticamente não existem negociações de paz neste momento e acusou a Ucrânia de se retirar do processo de negociação.

“Não, as negociações não continuam. A Ucrânia praticamente se retirou do processo de negociação", afirmou aos jornalistas em Nizhny Novgorod.

Rússia diz ter atingido carregamento de armas dos EUA e da UE perto da fronteira com a Polónia

A Rússia anunciou esta terça-feira que atingiu um carregamento de armas dos Estados Unidos e da União Europeia num ataque com mísseis perto da região de Lviv, no oeste da Ucrânia, junto à fronteira com a Polónia, avança a Sky News.

A reinvindicação ainda não foi confirmada por fonte independente.

Rússia diz que 265 soldados ucranianos se renderam em Azovstal

O Ministério da Defesa da Rússia disse esta terça-feira que 265 soldados ucranianos, incluindo várias dezenas de feridos, se renderam na siderúrgica Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia.

"Nas últimas 24 horas, 265 militares depuseram a armas e renderam-se, incluindo 51 gravemente feridos", disse o ministério num briefing, acrescentando que aqueles que precisavam de cuidados médicos foram transferidos para um hospital na cidade de Novoazovsk.

AFP

Lavrov diz que adesão da Finlândia e da Suécia à NATO não fará "muita diferença"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta terça-feira que a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO provavelmente “não fará muita diferença”, já que os dois países participam há muito tempo nos exercícios militares da aliança.

“A Finlândia e a Suécia, assim como outros países neutros, participam em exercícios militares da NATO há muitos anos”, disse o governante, citado pela Reuters.

“A NATO leva o seu território em consideração ao planear avanços militares para o Leste. Então, nesse sentido, provavelmente não há muita diferença. Vamos ver como o seu território é usado na prática", acrescentou.

Vencedores da Eurovisão de volta à Ucrânia

Os elementos da Kalush Orchestra, que venceram no sábado o Festival da Eurovisão, estão de volta à Ucrânia.

Aqui estão imagens de Ihor Didenchuk, na estação ferroviária de Kiev.

Ministro do Vaticano visita Kiev esta semana

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Vaticano, arcebispo Paul Gallagher, vai deslocar-se a Kiev, Ucrânia, esta semana, uma visita que estava programada para antes da Páscoa, mas foi adiada.

Paul Gallagher deverá chegar na quarta-feira, estando prevista uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, na sexta-feira.

A visita, prevista para antes da Páscoa, foi adiada depois de Paul Gallagher testar positivo à covid-19.

A viagem acontece numa altura em que a Santa Sé segue "uma linha delicada na tentativa de manter vivos" os novos laços com a Igreja Ortodoxa russa, ao mesmo tempo que oferece apoio aos fiéis ucranianos "mártires".

Lusa

Trigo atinge cotação recorde depois de Índia embargar exportações

A cotação do trigo fechou na segunda-feira em níveis inéditos no mercado europeu, depois de a Índia anunciar um embargo sobre as suas exportações deste cereal.

A cotação do trigo atingiu os 438,25 euros por tonelada no fecho da sessão, um novo recorde para este cereal que já se transacionava a níveis elevados, no seguimento da invasão russa da Ucrânia.

"É um recorde absoluto na Euronext. O recorde anterior era de 07 de março último, de 422,50 dólares por tonelada no fecho", declarou o corretor Damien Vercambre, da Inter-Courtage, à AFP.

Segundo produtor mundial de trigo, a Índia anunciou no sábado que ia interditar as suas exportações deste cereal, perante a baixa da sua produção devida nomeadamente a vagas extremas de calor.

Lusa

Míssil atingiu ferrovia na região de Lviv

O governador de Lviv, Maksym Kozytskyi, escreveu no Telegram que durante a última noite um míssil russo atingiu a ferrovia de Lviv, tendo a infraestrutura ficado danificada.

Kozytskyi também afirmou que a defesa aérea ucraniana derrubou três mísseis de cruzeiro na noite passada.

Missão de evacuação em Azovstal em andamento após resgate de mais de 260 soldados na segunda-feira

As autoridades ucranianas anunciaram que prossegue esta terça-feira a missão de resgaste dos últimos defensores da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, depois de 260 soldados terem sido evacuados na segunda-feira.

"Quanto aos defensores que ainda permanecem no território de Azovstal, estão a ser tomadas todas as medidas de resgate necessárias pelo nosso estado", disse o ministério da Defesa da Ucrânia no Telegram.

"Graças aos defensores de Mariupol, a Ucrânia recebeu tempo vital para acumular reservas, reagrupar e mobilizar forças e receber a assistência de aliados", acrescentou.

AFP

Cinco mísseis russos atingiram região de Sumy

Cinco mísseis russos "atingiram alvos civis e causaram muitos danos" na cidade de Okhtyrka, na região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, revelou o governador local, Dmytro Zhyvytskyi.

"Armazéns pegaram fogo. A onda de choque danificou a porta da frente de um prédio de doi s andares e as pessoas ficaram presas no interior. Muitas casas particulares foram afetadas, as janelas de uma igreja estavam partidas e um jardim de infância também sofreu danos. Este é o mesmo que foi bombardeado pelos racistas nos primeiros dias da guerra. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas no ataque de hoje", escreveu no Instagram.

Forças ucranianas atacam vila no oeste da Rússia

As forças ucranianas atacaram esta terça-feira uma vila na província de Kursk, no oeste da Rússia, junto à fronteira com a Ucrânia, anunciou o governador regional Roman Starovoit, citado pela Reuters.

Três casas e uma escola foram atingidas, mas não há registo de feridos.

Os guardas de fronteira russos responderam ao fogo ucraniano para conter o tiroteio com armas de grande calibre na vila fronteiriça de Alekseyevka.

Zelensky saúda retirada de 264 militares da fábrica de Azovstal em Mariupol

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, saudou a retirada de 264 militares da fábrica Azovstal na cidade de Mariupol na segunda-feira à noite, na sequência do cessar-fogo acordado com Moscovo.

A retirada foi possível "graças às ações dos militares ucranianos, das Forças Armadas da Ucrânia, dos serviços de informação, da equipa de negociação, do Comité Internacional da Cruz Vermelha e das Nações Unidas (...). Entre eles estão feridos graves, que estão a receber ajuda médica", sublinhou.

Zelensky salientou que "a Ucrânia precisa de heróis ucranianos vivos". "Este é o nosso principal objetivo", acrescentou, explicando que o trabalho prosseguia "para os fazer regressar a casa, um trabalho que requer delicadeza e tempo".

O Presidente ucraniano participou numa reunião, na segunda-feira, com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, "sobre como acelerar a prestação de assistência financeira à Ucrânia, dado o défice orçamental do Estado durante a guerra", de acordo com um comunicado da presidência.

Lusa