Estudo israelita mostra que quarta dose da vacina é pouco eficaz contra Ómicron

A conclusão do estudo mostra que as vacinas levaram a um aumento do nível de anticorpos para um "pouco mais do que o que tínhamos após a terceira dose".

DN
© EPA/Alberto Valdes

A quarta dose da vacina contra a covid-19 aumenta os anticorpos para níveis mais altos do que a terceira dose, mas não é suficiente para prevenir infeções provocadas pela variante Ómicron, de acordo com um estudo preliminar em Israel, adianta a Reuters.

O Sheba Medical Center está a estudar o efeito da quarta dose (segunda de reforço) da Pfizer em 154 pessoas ao fim de duas semanas e da dose de reforço da Moderna em 120 pessoas após uma semana, disse Gili Regev-Yochay, diretor do Unidade de Doenças Infecciosas.

Estes dois grupos de pessoas foram comparados a um outro grupo que não recebeu a quarta dose de um imunizante.

A conclusão do estudo mostra que as vacinas levaram a um aumento do nível de anticorpos para um "pouco mais do que o que tínhamos após a terceira dose", frisou Regev-Yochay.

"No entanto, isto provavelmente não é suficiente para travar a variante Ómicron. Sabemos agora que o nível de anticorpos necessário para prevenir a infeção por Ómicron é provavelmente muito alto para uma vacina, mesmo que seja uma boa vacina", acrescentou.

Os resultados do estudo, que o hospital diz serem os primeiros deste tipo em todo o mundo, são apenas preliminares, não tendo ainda sido publicados numa revista científica.

Israel foi o país mais rápido do mundo a aplicar em massa as primeiras doses de vacinas contra a covid-19, tendo no último mês começado a vacinar os grupos de pessoas mais vulneráveis com uma quarta dose.