Rússia diz estar pronta para voltar às negociações. Ucrânia na União Europeia "só daqui a 15 ou 20 anos"

Após quase três meses de guerra, a Rússia anunciou recentemente que "libertou na totalidade" o complexo siderúrgico Azovstal. As forças de Donetsk, aliadas do exército russo na invasão da Ucrânia, dizem agora que identificaram 78 mulheres entre os combatentes ucranianos capturados.

DN
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NATO: Finlândia admite que veto turco atrasará adesão em "várias semanas"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, admitiu hoje que veto turco à integração do país na NATO atrasará em "várias semanas" o processo de adesão.

A Turquia, enquanto membro da Aliança Atlântica, tem ameaçado vetar a entrada da Suécia e da Finlândia após acusar ambos os países de manterem ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com o qual está em guerra há várias décadas e que considera um "grupo terrorista".

Em entrevista ao canal televisivo finlandês Yle, Pekka Haavisto disse que o seu país continuará em conversações com a Turquia, mas que os prazos dilataram consideravelmente.

Lusa

Rússia pronta para voltar às negociações

O principal representante da Rússia nas negociações de paz com a Ucrânia disse este domingo que a Rússia está disposta a retomar as negociações e atirou a responsabilidade para o governo de Kiev.

"Da nossa parte, estamos prontos para continuar o diálogo", disse o assessor do Kremlin, Vladimir Medinsky, em entrevista à TV bielorrussa.

"Congelar as negociações foi inteiramente iniciativa da Ucrânia", disse Medinsky, acrescentando que "a bola está completamente do lado deles". "A Rússia nunca recusou as negociações", frisou.

AFP

Kiev expõe tanques russos destruídos

Uma exposição de tanques russos destruídos está a tornar-se popular entre o público em Kiev.

Os veículos foram exibidos na Praça Mykhailivska.

Presidente senegalês vai a Moscovo e a Kiev em nome da União Aficana

O Presidente senegalês anunciou hoje que vai deslocar-se à Rússia e à Ucrânia em nome da União Africana, a que atualmente preside, após um convite de Moscovo e o desejo manifestado pelo Presidente ucraniano de contactar com líderes africanos.

Macky Sall disse, numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão, Olaf Scholz, que tinha recebido um mandato da União Africana para fazer a viagem.

A Rússia tinha feito um convite para esse efeito, adiantou.

A viagem, inicialmente marcada para 18 de maio, não pôde acontecer "por motivos de agendamento", e por isso propôs novas datas, adiantou o Presidente senegalês.

"Assim que estiver resolvido, irei naturalmente a Moscovo, e também a Kiev, e também concordámos em reunir todos os chefes de Estado da União Africana que o desejem, naturalmente, com o Presidente [ucraniano, Volodymyr] Zelensky, que tinha manifestado a necessidade de comunicar com os chefes de Estado africanos", revelou Macky Sall.

Lusa

É impossível manter relação de 'negócios como sempre' com a Rússia, diz presidente polaco

O presidente da Polónia disse neste domingo que manter uma postura de "negócios como sempre" com a Rússia é impossível após os supostos assassinatos em massa de civis ucranianos e crimes de guerra atribuídos às forças de Moscovo.

Centenas de corpos civis foram encontrados em cidades perto de Kiev anteriormente ocupadas por tropas russas, como Bucha e Borodianka. A cidade portuária de Mariupol, no sudeste, está em ruínas após um cerco russo de semanas que as autoridades ucranianas dizem ter matado pelo menos 20 mil civis.

"Depois de Bucha, Borodianka, Mariupol, não pode haver 'negócios como sempre' com a Rússia", disse o presidente poloaco Andrzej Duda ao parlamento ucraniano em Kiev, no primeiro discurso desse tipo de um chefe de Estado estrangeiro desde o início da guerra em 24 de fevereiro.

"Um mundo honesto não pode voltar aos negócios como sempre esquecendo os crimes, as agressões, os direitos fundamentais que foram pisoteados", acrescentou.

Duda lamentou que alguns países europeus tenham pedido à Ucrânia que "aceite certas exigências" do presidente russo, Vladimir Putin, pelos seus interesses económicos ou ambições políticas.

AFP

Marcha no Porto para lembrar que "a guerra ainda não está ganha"

Mais de 300 pessoas marcharam, esta tarde, pelo Passeio Alegre, no Porto, vestindo camisas brancas com bordados tradicionais ucranianos, uma "festa tradicional" da Ucrânia para "lembrar que a guerra ainda não está ganha".

"Vychyvanka" é o nome da festa que a comunidade ucraniana no Porto quis levar às ruas da cidade, um "momento de celebração", como explicou à Lusa a cônsul da Ucrânia no Porto, Alina Ponomarenko, durante a marcha de cerca de três quilómetros.

Na marcha, que saiu do Castelo do Queijo, juntaram-se mais de 300 pessoas, "quase tudo ucranianos, uns a viver em Portugal há anos e outros aqui de passagem", explicou Alina Ponomarenko.

"Muitos dos que aqui estão chegaram agora, como refugiados. Mas todos, mesmo os que já estavam em Portugal, temos um pensamento comum, poder voltar à Ucrânia"", afirmou.

Lusa

Ucrânia estende lei marcial até 23 de agosto

A Ucrânia estendeu a lei marcial e a mobilização geral até 23 de agosto.

Por maioria absoluta, o Parlamento ucraniano aprovou hoje a prorrogação de ambos os decretos, o que já tinha acontecuido por duas vezes, pelo período de um mês.

Ucrânia na UE "só daqui a 15 ou 20 anos"

O ministro para a Europa da França rejeitou hoje a possibilidade de uma adesão rápida da Ucrânia á União Europeia, tendo estimado que o processo demorará entre 15 e 20 anos.

"Temos de ser honestos. Dizer que a ucrânia vai aderir à União Europeia em seis meses, ou em um ou dois anos, é mentir", afirmou Clement Beaune à Rádio J. "Provavelmente 15 ou 20 anos. Leva muito tempo", estimou.

"Não quero dar ilusões ou mentiras aos ucranianos", acrescentou reiterando a oferta do presidente Emmanuel Macron de criar uma nova organização europeia que incluísse a Ucrânia.

Essa proposta fora imediatamente rejeitada por Zelensky. "É como uma mesa onde toda a família está reunida e se convida alguém, mas não se põe mais uma cadeira. Acho injusto", disse então.

Ucrânia pede lançadores MLRS e armas pesadas para desbloquear Mar Negro

O assessor da presidência ucraniana, Mijailo Podolyak, pediu hoje lançadores MLRS (Multiple Launch Rocket System) e armas pesadas para desbloquear a situação no Mar Negro e permitir, assim, a exportação de alimentos.

Segundo a agência Efe, Mijailo Podolyak rejeitou hoje as negociações com a Rússia sobre comboios internacionais de abastecimento de alimentos no Mar Negro e garantiu que a Ucrânia, com vários lançadores de foguetes MLRS, é capaz de desbloquear os portos.

"Negociar com um país que fez centenas de milhões de reféns? Temos uma ideia melhor: o mundo deve concordar com a entrega à Ucrânia de sistemas MLRS e outras armas pesadas necessárias para desbloquear o Mar Negro. Faremos tudo nós mesmos", sublinhou.

"Hoje há 22 milhões de toneladas (de grãos) bloqueadas, que os russos estão constantemente a roubar e a colocar em algum lugar... Há que desbloquear essas vias, porque haverá uma crise no mundo. Existem várias maneiras de desbloquear. Uma delas é a via militar. Por isso, estamos a contactar os nossos parceiros com os pedidos de armas correspondentes", disse Mijailo Podolyak à agência Ukrinform.

Lusa/DN

Rússia está a intensificar os ataques à região do Donbass

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmaram hoje que a Rússia está a intensificar os ataques à região do Donbass, no leste da Ucrânia, sublinhando que os russos tentam avançar sobre Slovyansk e Severodonetsk.

Rússia destruiu 58 infraestruturas civis na região de Donetsk

As tropas russas bombardearam nas últimas 24 horas 12 zonas residenciais da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, destruindo 58 infraestruturas civis, indicou hoje a Polícia Nacional ucraniana.

"Num só dia, os russos destruíram 58 infraestruturas civis na região de Donetsk. As forças ocupantes dispararam contra 12 localidades. Há mortos e feridos", refere a polícia ucraniana através de um comunicado publicado na plataforma Telegram e difundido pela agência de notícias Ukrinform.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, o comunicado acrescenta que "foram destruídos mais de 40 edifícios residenciais, uma escola, uma escola de música, um instituto, empresas e instalações críticas".

"O inimigo atacou as zonas de Bajmut, Soledar, Avdiivka, Sviatohirsk, Mykolayivka, Toretsk, Zalizne, Raihorodok, Lastochkine, Pervomaiske, Yarova e Sil", salienta a polícia ucraniana.

O comunicado refere ainda que as tropas russas bombardearam a população civil a partir de aviões, de tanques, de artilharia pesada e de diversos tipos de lança 'rockets'.

Lusa

Papa Francisco pede aos líderes mundiais paz em vez de raiva

O papa Francisco pediu hoje paz para os líderes das nações, defendendo que se deve sobrepor à raiva e à intolerância.

"Quanto mais agitado sentirmos o coração, quanto mais sentirmos nervosismo, intolerância e raiva, mais devemos pedir paz ao Senhor", declarou o líder da Igreja Católica antes da oração Regina Coeli, que substitui o Angelus durante o período pascal.

Francisco declarou que "nenhum pecado, nenhum fracasso e nenhum rancor deve desanimar na hora de pedir o dom do Espírito Santo".

Lusa

Capitão da seleção russa deixa o Zenit São Petersburgo

Dois meses depois de ter pedido dispensa da seleção russa de futebol devido ao conflito na Ucrânia, Artem Dzyuba anunciou hoje que está de saída do Zenit São Petersburgo.

O capitão da seleção russa escreveu uma mensagem no Instagram a agradecer ao clube, que, num comunicado, retribuiu o agradecimento.

Artem Dzyuba chegou ao clube no verão de 2015. Desconhece-se se vai deixar a Rússia.

Rússia afirma ter destruído seis postos de comando com ataques aéreos

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou hoje ter destruído seis postos de comando do exército ucraniano no sábado, três dos quais com mísseis e outros três com ataques da aviação.

"Em resultado dos ataques aéreos, foram aniquilados mais de 210 nacionalistas e destruídas 38 unidades de armamento pesado", afirmou o porta-voz do ministério, Igor Konashenkov.

Referiu ainda que foram destruídos cinco arsenais nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, e que as armas antiaéreas russas destruíram onze 'drones' ucranianos.

O Ministério da Defesa russo alega ter destruído desde o começo da invasão, em 24 de fevereiro, 174 aviões, 125 helicópteros e 997 'drones' ucranianos.

Os russos reclamam ainda ter destruído 317 sistemas de mísseis antiaéreos, 3.198 tanques e blindados, 408 lançadores de foguetes, 1.622 peças de artilharia e 3.077 veículos militares.

Lusa

Rússia adverte para "teatro de operações militares" na região do Ártico: "Alarmante"

A Rússia advertiu hoje que a região do Ártico está a converter-se num "teatro internacional de ações militares", tendência que classificou como "muito alarmante".

"Vemos como aumenta a atividade militar internacional nas altas latitudes. Há una internalização da atividade militar", disse o embaixador russo de missões especiais, Nikolai Korchunov, em declarações à agência oficial russa RIA Novosti.

O diplomata, que preside ao comité de altos cargos do Conselho do Ártico, acrescentou que a "conversão da região ártica" num teatro internacional de ações militares é "muito alarmante".

"Isto não pode deixar de nos preocupar", sublinhou, ao comentar os pedidos da Suécia e da Finlândia para ingressarem na NATO, apresentados na quarta-feira, com o argumento de que é necessário fortalecer a segurança, devido à "operação militar especial" que a Rússia desenvolve na Ucrânia desde 24 de fevereiro.

Lusa

Zelensky faz hoje discurso de abertura do Fórum de Davos

O Fórum Económico Mundial regressa hoje, depois de mais de dois anos depois da última edição, um regresso marcado por um contexto de incerteza devido à guerra na Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fará o discurso de abertura por videoconferência.

Mas a Ucrânia vai enviar uma delegação oficial, que será liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.

"Em Davos vamos fazer o que estiver ao nosso alcance pela Ucrânia e para apoiar a sua recuperação", disse Klaus Schwab, fundador e diretor-executivo do fórum, na apresentação do programa da reunião.

Para esta edição não foi convidado qualquer representante do Governo ou de empresas russas.

Sérvia procura novo acordo com Putin para garantir gás russo

O Presidente da Sérvia disse no sábado que Belgrado vai evitar alinhar-se com as sanções ocidentais contra a Rússia enquanto puder e falará com o homólogo russo para assinar um novo acordo de fornecimento de gás.

"O nosso dever é lutar pelo nosso país, mantermo-nos fiéis às decisões escritas pelo Conselho de Segurança Nacional, tanto quanto pudermos e enquanto pudermos", disse Aleksandar Vucic.

Vucic disse esperar discutir o fornecimento de gás com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na próxima semana.

A Sérvia votou no mês passado a favor da suspensão da Rússia do Conselho dos Direitos Humanos da ONU por causa da invasão da Ucrânia. Em troca, a UE isentou a Sérvia das suas sanções sobre importações de petróleo e gás da Rússia.

A este respeito, Vucic assegurou que a economia da Sérvia está totalmente dependente do gás russo, e Belgrado espera negociar "um bom preço" durante as próximas conversações com Moscovo.

O atual acordo de gás entre a Rússia e a Sérvia expira a 31 de maio.

Lusa

Donetsk identifica 78 mulheres entre combatentes capturados em Azovstal

Forças de Donetsk, aliadas do exército russo na invasão da Ucrânia, identificaram 78 mulheres entre os combatentes ucranianos capturados no complexo siderúrgico Azovstal, o último bastião remanescente na cidade de Mariupol, no leste do país.

A informação foi confirmada pelo líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, que afirmou igualmente, citado pela agência noticiosa russa TASS, que há estrangeiros entre os capturados, embora não tenha precisado o número.

"Tinham comida e água suficientes e armas de sobra, o problema era que faltavam medicamentos", disse, acrescentando que pelo menos seis combatentes ucranianos foram mortos durante o ataque final russo quando tentaram detonar um depósito dentro do complexo siderúrgico para evitar que fossem capturados.

Segundo o líder dos separatistas de Donetsk, 2.439 militares ucranianos e combatentes do batalhão Azov foram capturados pelos militares russos nas operações no complexo Azovstal.

Lusa

Rússia vai estudar possibilidade de troca de soldados do batalhão Azov feitos prisioneiros

A Rússia vai estudar a possibilidade de trocar combatentes do batalhão ucraniano Azov feitos prisioneiros pelo deputado e milionário ucraniano pró-russo Viktor Medvedchuk, declarou hoje um negociador e parlamentar russo, Leonid Slutsky.

"Vamos estudar a questão", afirmou Slutsky, membro da delegação russa nas mais recentes negociações com Kiev, citado pela agência noticiosa russa Ria Novosti, quando questionado sobre uma tal troca de prisioneiros.

Slutsky, que falava numa conferência de imprensa na cidade separatista de Donetsk, no sudeste da Ucrânia, adiantou que a possibilidade da troca será mencionada em Moscovo por "aqueles que têm as prerrogativas".

Lusa