Zelensky avisa que derrota da Ucrânia arrastará países da NATO para a guerra

Ao 89º dia de guerra, o presidente da Ucrânia discursou, por videoconferência, no Fórum Económico Mundial de Davos. Volodymyr Zelensky pediu "sanções máximas" contra Moscovo. Tribunal de Kiev condena soldado russo a prisão perpétua por matar um civil ucraniano desarmado.

DN
© EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY
Zelensky avisa que derrota da Ucrânia arrastará países da NATO para a guerra

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou esta segunda-feira que os Estados Unidos e todos os membros da NATO serão arrastados para uma guerra caso a Rússia conquiste a Ucrânia e avance para outros países.

"Se cairmos, se não aguentarmos a defensiva, a Rússia irá continuar e atacar os países bálticos, a Estónia, Lituânia e Letónia, e estados mais pequenos", salientou Zelensky em entrevista à plataforma de notícias Axios.

Desta forma, o chefe de Estado ucraniano sublinhou que se o seu país perder a guerra contra a Rússia, as forças de Moscovo irão continuar e atacar membros da NATO, o que coloca "potencialmente" norte-americanos em risco.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem repetido insistentemente que não irá enviar militares norte-americanos para a Ucrânia, mas um ataque contra um membro na NATO ativaria o artigo 5 da Aliança Atlântica, um acordo de defesa coletiva.

Lusa

EUA garantem que vinte países vão doar ajuda militar a Kiev

Cerca de 20 países vão doar mais ajuda militar à Ucrânia, como munições, sistemas de defesa costeira, tanques ou veículos blindados, divulgaram os Estados Unidos, que organizaram esta segunda-feira uma segunda reunião para fortalecer as capacidades militares de Kiev.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, explicou, em conferência de imprensa, que "muitos países" anunciaram que vão entregar a Kiev munição de artilharia, sistemas de defesa costeira, tanques e veículos blindados de todo o tipo.

"Outros países fizeram novos compromissos para treinar forças ucranianas e apoiar os seus sistemas militares", acrescentou Austin.

O responsável do Pentágono agradeceu, em especial, à Dinamarca por fornecer à Ucrânia um lançador de mísseis para defender a sua costa e à Republica Checa pelo "apoio substancial", incluindo helicópteros, carros blindados e 'rockets'.

Lusa

ONU preocupada com baixas civis nos "combates ferozes" na região leste da Ucrânia

A ONU está preocupada com o impacto sobre os civis dos "combates ferozes" nas regiões leste de Lugansk e Donetsk e em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, segundo os relatos divulgados hoje pela equipa deste organismo no terreno.

O porta-voz das Nações Unidas, Stephane Dujarric, salientou que há pessoas a morreram ou a ficarem feridas, e ainda casas, infraestruturas civis ou edifícios residenciais a ficarem danificados ou destruídos.

Na região de Lugansk controlada pelo governo de Kiev, as autoridades locais informaram a ONU que foi destruída, em 21 de maio, uma ponte que permitia chegar ao centro administrativo da região, Sievierodonetsk.

Esta ação deixou esta cidade parcialmente cercada acessível apenas por uma estrada, explicou Stephane Dujarric.

Lusa

Julgamento de militares de Azovstal vai começar em Mariupol

O julgamento dos militares ucranianos que se renderam na semana passada em Azovstal iniciar-se-á em Mariupol, disse hoje uma fonte familiarizada com o assunto à agência de notícias independente russa Interfax.

"Segundo os dados preliminares, o primeiro julgamento intermédio vai ser realizado em Mariupol", indicou a fonte.

O julgamento vai ser seguido de outras etapas, que poderão ocorrer noutras localidades, acrescentou.

Todos os militares que estiveram entrincheirados na siderúrgica Azovstal até se renderem na semana passada estão presos na autoproclamada República Popular de Donetsk, controlada pela Rússia, disse hoje o líder separatista Denis Pushilin à agência russa Interfax.

Lusa

Governo português disponível para doar medicamentos e produtos médicos à Ucrânia

A ministra da Saúde afirmou hoje, em Genebra, a disponibilidade do Governo para prosseguir com a doação de medicamentos e produtos médicos à Ucrânia, assim como para Portugal acolher doentes e refugiados da invasão russa.

"O Governo português continuará a prestar assistência e apoio ao povo ucraniano, nomeadamente, através do donativo de medicamentos e produtos médicos e acolhimento de doentes e refugiados", refere um comunicado do gabinete de Marta Temido, que participou na abertura 75.ª Assembleia Anual da Organização Mundial de Saúde (OMS) que está a decorrer na Suíça.

Marta Temido, que "condenou a agressão militar russa" à Ucrânia, salientou que "existe uma interdependência inegável entre a saúde e a paz" e alertou que os conflitos, para além das vítimas mortais, causam "fortes perturbações sociais e económicas".

A ministra defendeu ainda que os profissionais de saúde, os hospitais e os estabelecimentos de saúde "jamais podem ser alvo de ataques", afirmando ser necessário "trabalhar nos locais de conflito, desenvolvendo projetos que permitam alcançar resultados de saúde e a paz".

Lusa

Estados Unidos retomam contactos militares com Rússia para evitar escalada

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Mark Milley, disse hoje que o seu país retomou contactos com a Rússia, no campo militar, para evitar uma escalada entre os dois países.

Milley fez a revelação durante uma conferência de imprensa conjunta com o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, após uma reunião virtual com autoridades de 47 países aliados, para discutir a assistência militar à Ucrânia.

O general explicou que tanto ele como o chefe do Pentágono estão focados em controlar riscos e em evitar uma possível escalada com a Rússia, nomeadamente através da retoma de "comunicações a nível militar", incluindo telefonemas com altos responsáveis militares russos.

O chefe do Estado-Maior dos EUA indicou que este é um passo "significativo" e que "vale a pena", sublinhando que o seu país continua "comprometido" no seu apoio à Ucrânia.

Washington tem apoiado Kiev com assistência militar e humanitária para combater a invasão russa iniciada em 24 de fevereiro.

Lusa

Navalny diz que Putin é um "louco malvado" com armas nucleares e veto na ONU

O líder de oposição russa, Alexei Navalny, chamou ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, "louco malvado" com armas nucleares e direito de veto na ONU, num artigo publicado hoje na revista norte-americana Time.

"Os líderes mundiais falaram hipocritamente durante anos sobre o pragmatismo e as vantagens do comércio internacional. Assim, posicionaram-se para beneficiar do petróleo e gás russos, enquanto o domínio de Putin se foi tornando cada vez maior", disse Navalny no artigo.

O opositor acrescentou que agora "a questão com que nos deparamos é: como deter um louco malvado com um exército, armas nucleares e um membro do Conselho de Segurança da ONU?", questionou.

"Esta [questão] ainda não foi respondida. E somos nós que o devemos fazer", disse.

Lusa

Rússia mantém controlo de barragem estratégica para Crimeia

A Rússia mantém o controlo de uma central hidráulica estratégica, apreendida em final de fevereiro, assegurando o fornecimento de água à região anexada da Crimeia, constatou a agência France-Presse.

Três meses depois de ter sido apreendida pelas forças militares russas, as turbinas da central hidráulica, localizada em Nova Kakhovka, na região de Kherson, no sul da Ucrânia, estão a funcionar, com as instalações intactas e a água a fluir e a desaguar no rio Dnieper.

Os jornalistas da France Presse-visitaram as instalações no passado dia 20, durante uma visita de imprensa organizada pelo Ministério da Defesa russo, sob vigilância permanente de soldados encapuzados e armados com metralhadoras.

Muitos funcionários russos indicaram que a Rússia pretende anexar as regiões ucranianas de Kherson e Zaporizhia, formando assim uma ponte terrestre, ligando o território russo à Crimeia.

Lusa

Crise alimentar pode piorar nos próximos meses caso continue bloqueio a exportações da Ucrânia

Os alimentos vão ficar ainda mais caros nos próximos meses, caso continue o bloqueio do escoamento marítimo de cereais da Ucrânia, alertaram hoje especialistas e governantes no Fórum Económico Mundial, em Davos.

Segundo o chefe do Programa Alimentar Mundial (PAM), David Beasley, se os carregamentos dos cereais e de outros produtos agrícolas não forem retomados a partir do porto de Odessa na Ucrânia, "estaremos perante um problema complexo porque os armazéns podem estar cheios, mas sem navios para os transportar poderemos assistir a situações de fome em todo o mundo", previu.

"Pode-se imaginar o que acontece quando o país que é o fornecedor do pão do mundo, capaz de alimentar 400 milhões de pessoas, está em guerra. É uma crise absoluta", afirmou Beasley, numa discussão, no Fórum de Davos, sobre como reverter a crise alimentar.

Durante o debate, o vice-primeiro ministro vietnamita Le Minh Khai disse que o problema mais importante a ser resolvido é "restaurar as cadeias de abastecimento globais", que foram interrompidas ou abrandadas primeiro pela pandemia da covid-19 e nos últimos três meses com a guerra na Ucrânia.

Lusa

Turquia quer passos concretos para aceitar Suécia e Finlândia na NATO

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, fez hoje depender o levantamento do seu veto à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO de medidas concretas, mas sem as especificar.

"Queremos ver passos concretos em vez de declarações diplomáticas inconclusivas", disse Erdogan durante uma visita ao estaleiro naval Golcuk, na Turquia ocidental, citado pela agência espanhola EFE.

Sem especificar que medidas espera da Suécia e da Finlândia para aprovar a sua adesão à Aliança Atlântica, Erdogan acusou novamente os dois países de apoiarem as milícias curdas Unidades de Proteção Popular (YPG), que atuam no norte da Síria.

As YPG estão integradas nas Forças Democráticas Sírias (FDS, dominadas pelos curdos) e, desde o início do conflito nesta região do norte da Síria, foram apoiadas pelos Estados Unidos e outros países ocidentais no combate aos 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico.

Lusa

EUA reforçam compromisso de apoiar militarmente Kiev "até ao fim"

O secretário de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA), Lloyd Austin, reforçou hoje o compromisso do país em ajudar militarmente a Ucrânia "até ao fim".

Austin destacou o compromisso, no seu discurso virtual, durante a reunião de hoje com os oficiais de defesa de 44 países, para coordenar a assistência militar à Ucrânia.

"Temos muito que fazer juntos, e é assim que avançaremos, juntos", afirmou Austin aos membros do grupo que realizaram há um mês um primeiro encontro em Ramstein, Alemanha, e agora voltaram a reunir-se, com a presença de mais cinco países -- Áustria, Bósnia-Herzegovina, Colômbia, Irlanda e Kosovo.

O secretário salientou que, desde o início da guerra causada pela invasão russa, a Ucrânia já alcançou uma "vitória histórica na batalha por Kiev", que fez o Presidente russo, Vladimir Putin, dirigir o ataque para leste e sul, apesar de as tropas ucranianas continuarem a lutar "tão duramente e tão bem" quanto antes.

Lusa

Rússia retira candidatura de Moscovo à Expo 2030

A Rússia retirou hoje a candidatura de Moscovo à Exposição Mundial de 2030, em que um dos concorrentes é a cidade ucraniana de Odessa, alegando que será prejudicada pela "campanha antirrussa" do Ocidente.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que a candidatura de Moscovo à Expo 2030 "não pode esperar uma avaliação justa e imparcial" face às de Odessa, Roma (Itália), Riade (Arábia Saudita) e Pusan (Coreia do Sul).

"Devemos notar que a última vítima da campanha antirrussa em grande escala lançada pelo Ocidente para expulsar o nosso país de todas as áreas de cooperação é o movimento de exposição universal", disse a diplomacia russa, segundo a agência espanhola EFE.

Lusa

Starbucks sai definitivamente da Rússia

A Starbucks anunciou hoje que vai sair, definitivamente, da Rússia, depois de ter fechado temporariamente os seus 130 cafés naquele país, mas vai manter o pagamento do salário de cerca de 2.000 trabalhadores por seis meses.

Segundo uma nota, citada pela Agência France Presse (AFP), a cadeia junta-se assim ao McDonald's, que anunciou, na semana passada, que iria abandonar o mercado russo, após a invasão da Ucrânia.

Lusa

Autoridades ucranianas inauguram em Davos exposição sobre crimes de guerra da Rússia

A Ucrânia inaugurou hoje na cidade suíça de Davos, onde decorre a reunião anual do Fórum Económico Mundial, uma exposição dedicada aos crimes de guerra da Rússia após a invasão da Ucrânia, segundo a agência de notícias Efe.

A "Casa dos Crimes da Rússia" é uma exposição de fotos, mapas, vídeos e depoimentos das vítimas civis dos ataques russos - tanto testemunhas, quanto sobreviventes - e foi instalada no mesmo local que foi por muitos anos a "Casa da Rússia", um espaço de promoção económica financiado por empresas russas e onde também se realizavam festas e 'cocktails'.

"A nossa intenção é transmitir a verdade sobre os crimes cometidos pela Rússia na Ucrânia porque em muitos países as informações são recebidas através de notícias ou das redes sociais, mas estamos aqui para expor a verdade de dentro, da nossa experiência em primeira mão", disse à Efe Lyudmila Denisova, procuradora ucraniana que participou na abertura da exposição.

"Queremos que todos entendam que a Ucrânia está a lutar pelo seu destino e que precisamos de mais ajuda, armas e sanções contra a Rússia", disse Denisova.

Lusa

Lukashenko pede a Guterres e à ONU que impeçam guerra mundial

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, na qual apelou à união da comunidade internacional para evitar que o conflito na Ucrânia conduza a uma nova guerra mundial.

"A Bielorrússia exorta os países do mundo a unirem-se para evitar que o conflito regional na Europa se transforme numa guerra mundial em larga escala", escreveu Lukashenko na carta, citada pela agência de notícias estatal Belta.

O presidente bielorrusso afirmou que o seu país, atualmente o principal aliado de Moscovo, não é um agressor, como tentam apresentá-lo no Ocidente, não trai ninguém e sempre se manifestou "a favor do reforço da segurança regional e global".

Na carta, o líder bielorrusso insistiu ainda que "é do interesse de todos não permitir que o conflito (na Ucrânia) assuma um caráter prolongado" com consequências desastrosas para o desenvolvimento sustentável.

Isso, segundo defendeu Lukashenko, será possível com "acordos legais concretos" abordando as preocupações de segurança das partes em conflito "e de outras partes interessadas, incluindo grandes e pequenos intervenientes" na arena global.

Lusa

Portugal atribuiu mais de 38 mil proteções temporárias

Portugal atribuiu até hoje mais de 38.000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, dos quais cerca de um terço foram a menores, segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Numa nota de balanço, o SEF precisa que, desde o início da guerra a 24 de fevereiro, concedeu 38.278 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 25.026 dos quais a mulheres e 13.252 homens.

De acordo com o SEF, os municípios com o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (5.917), Cascais (2.452), Sintra (1.392), Porto (1.374) e Albufeira (1.116).

O SEF indica também que emitiu 34.544 certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária.

Lusa

Zelensky diz que 87 pessoas morreram em bombardeamento russo no norte do país

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que 87 pessoas morreram num ataque russo, realizado a 17 de maio, a uma base militar ucraniana no norte do país.

"Hoje, sob os escombros em Desna, há 87 vítimas. Oitenta e sete cadáveres, vítimas que foram mortas", declarou Zelensky, no discurso que realizou por videoconferência na reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

O ataque teve como alvo esta vila que abriga uma base militar, localizada a cerca de 60 quilómetros a norte de Kiev.

Lusa

Nova Zelândia vai formar militares ucranianos

O Governo da Nova Zelândia anunciou hoje que vai enviar para o Reino Unido cerca de 30 instrutores militares para treinar artilheiros ucranianos.

Estes instrutores da Nova Zelândia vão formar cerca de 230 militares ucranianos que servem na artilharia a utilizarem os canhões ligeiros de 105 mm L119, segundo informou o executivo neo-zelandês.

As armas foram concebidas no Reino Unido nos anos 1970, sendo que as alterações aos modelos mais atuais foram efetuadas pelos Estados Unidos.

O treino aos militares ucranianos vai prolongar-se até ao final do mês de julho.

A Nova Zelândia já enviou um avião Hércules C-130 e militares para a Europa para missões logísticas e de recrutamento de apoio a Kiev.

Lusa

Kremlin acusa Ocidente de desencadear crise alimental global

O porta-voz do Kremlin, Dimitry Peskov, acusou esta segunda-feira os países ocidentais de desencadearem uma crise alimentar global ao impor as sanções mais severas da história moderna à Rússia, de acordo com a Reuters.

"Nós não somos a fonte do problema. A fonte do problema que leva à fome no mundo são aqueles que impuseram sanções contra nós, e as próprias sanções", considera Peskov.

Militares ucranianos que se renderam em Azovstal serão julgados num tribunal em Donetsk, diz líder separatista

O líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, anunciou esta segunda-feira que os militares ucranianos que se renderam na siderúrgica Azovstal vão ser julgados no território separatista pró-russo, noticia a Reuters, que cita a agência estatal russa Interfax.

Pushilin refere que "os prisioneiros de Azovstal estão detidos no território da República Popular de Donetsk" e que está prevista a criação de "um tribunal internacional" no território.

Fórum Económico Mundial de Davos. Zelensky pede "sanções máximas" contra a Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu "sanções máximas" contra a Ucrânia durante o discurso, por videoconferência, no Fórum Económico Mundial de Davos.

"Não deve haver qualquer comércio com a Rússia", considera Zelensky, que defende um "novo precedente" no que se refere à pressão que pode ser aplicada à Rússia através de sanções.

"Estamos no momento histórico em que vamos determinar se a força bruta vai dominar o mundo", afirmou, anteriormente, Zelensky referindo que a Rússia tornou-se num "país de criminosos de guerra".

Cruz Vermelha vai verificar as condições dos soldados Azovstal presos

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) vai verificar as condições e o tratamento recebido pelos soldados ucranianos que se renderam na siderúrgica Azovstal, na cidade costeira de Mariupol, no sul da Ucrânia.

A porta-voz da organização, Mirella Hodeib, disse esta segunda-feira que a prioridade do CICV é verificar as condições de detenção e tratamento dos prisioneiros de guerra, evitar que desapareçam e manter contacto com as suas famílias, informou a agência local Ukrinform.

Mirela Hodeib especificou que, ao registar prisioneiros de guerra, a organização pode proteger esses soldados do risco de desaparecerem.

No entanto, enfatizou que todas as informações sobre o número e dados pessoais dos militares ucranianos que deixaram a siderúrgica serão confidenciais e não serão divulgados.

A porta-voz anunciou que vão tentar contactar familiares em busca de informações sobre estes prisioneiros que estão "nas mãos" das tropas russas.

Mirela Hodeib lembrou que em março passado foi criado um escritório independente dentro da Agência Central de Rastreamento do CICV para lidar exclusivamente com o "conflito armado internacional na Ucrânia".

Lusa

Zelensky discursa no Fórum Económico de Davos

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursa esta segunda-feira, por videoconferência, no Fórum Económico de Davos, que realiza-se na Suíça, após uma pausa de dois anos devido à pandemia de covid-19.

Zelensky deverá pedir aos líderes mundiais que forneçam mais ajuda a Kiev, tanto financeira quanto militar. Está previsto que seja o primeiro chefe de Estado a discursar hoje.

Muitos políticos ucranianos marcam presença em Davos, de onde os russos foram excluídos.

Para o fundador do Fórum Económico de Davos, Klaus Schwab, a edição de 2022 chega no momento mais oportuno e é o mais importante desde sua criação, há mais de 50 anos.

"A agressão da Rússia (...) será vista nos livros de história como o colapso da ordem nascida após a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria", afirmou Schwab esta semana.

AFP

Guerra impulsiona recorde de deslocados para 100 milhões de pessoas

O número de pessoas deslocadas de suas casas devido a conflitos em todo o mundo atingiu um recorde de 100 milhões, impulsionado pela guerra na Ucrânia, anunciou no domingo o alto-comissário da ONU para os Refugiados.

Este número tem de "servir de alerta" para se desenvolverem mais ações que promovam a paz e abordem todas as causas de deslocamentos forçados, defendeu Filippo Grandi, em comunicado.

"Cem milhões é um número gritante -- tão preocupante como alarmante. É um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido", defendeu o responsável pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).

"É preciso acabar com as perseguições e abordar as causas subjacentes à fuga de pessoas inocentes das suas casas", acrescentou.

Segundo o ACNUR, o número de pessoas deslocadas à força em todo o mundo aumentou para 90 milhões até ao final de 2021, devido, sobretudo, a novas ondas de violência ou conflitos prolongados em países como a Etiópia, o Burkina Faso, Myanmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo.

Lusa