Operalia: concurso de ópera de Plácido Domingo está em Lisboa

O concurso começa na segunda-feira mas só a final, no dia 2 de setembro, será aberta ao público. Plácido Domingo irá reger a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

O Teatro Nacional de São Carlos recebe a Operalia, o prestigiado concurso mundial de ópera criado por Plácido Domingo, que se realiza pela primeira vez em Portugal. Na final, que terá lugar no dia 2 de setembro e que será o único dia aberto ao público, o tenor e maestro vai dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

O concurso que nasceu em 1993 decorre a partir de segunda-feira e contará com a presença de 40 concorrentes de 24 países, incluindo dois portugueses, o tenor Luís Gomes e a soprano Rita Marques. A cantar em português estará também a meio-soprano brasileira Josy Santos. Os concorrentes, que têm a idade máxima de 32 anos, vêm de todos os pontos do mundo - da Rússia à China, do Kosovo à Colômbia e aos Estados Unidos, passando por vários países da Europa.

Segunda e terça-feira, o júri - ao qual Plácido Domingo preside como moderador não votante - ouve os concorrentes. Vinte passam à semifinal e apenas dez seguem para a grande final, onde se apresentarão em concerto com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Rita Marques e Luís Gomes querem que a ópera chegue às massas.

Desde muito pequeno que Luís Gomes tinha uma certeza: queria ser músico. Se era a cantar ou a tocar, isso não importava. Queria ser músico "de qualquer coisa" e ponto final. Tinha uma guitarra de plástico com umas cordas de arame que fazia um barulho desgraçado e cantava Não Sou o Único, dos Xutos & Pontapés. Também gostava de bola e um dia o pai perguntou-lhe: "Afinal queres ser músico ou jogador de futebol?" A resposta foi clara, queria ser músico, cantor. Até que um amigo do pai alertou: "Se o teu filho quer ser cantor, é melhor ter aulas de canto." E foi assim que o tenor, de 31 anos, que já foi residente da Royal Opera House, deu os primeiros passos na música, na MusiMusa, no Montijo. Tinha 11 anos.

Rita Marques é um caso sério de boa disposição. No caso da soprano que esteve um ano no Centre Perfeccionament Plácido Domingo, em Valência, Espanha, a escolha da profissão não foi um dado adquirido desde sempre, apesar de cantar desde os 3 anos. Chegou mesmo a fazer o primeiro ano de Radiologia, ao mesmo tempo que estudava Canto na Escola Superior de Música.

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