Premium Borba. Última vistoria à pedreira foi feita em 2016

A Direção-Geral da Energia e Geologia diz que a última vez que autoridades do Estado foram à pedreira onde aconteceu a derrocada da estrada EN255 foi há dois anos. Duas pessoas morreram e três continuam desaparecidas.

Durante os últimos anos, foram realizadas "diversas vistorias" à pedreira onde ocorreu o deslizamento de terra que nesta segunda-feira fez ruir parte da antiga EN255, que liga Borba a Vila Viçosa, e do qual resultaram dois mortos e três desaparecidos. A última destas fiscalizações, diz o Ministério do Ambiente e de Transição Energética, foi feita em 2016. Em respostas enviadas por escrito ao DN, o ministério não fornece, no entanto, as conclusões dessa vistoria da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o organismo público que tutela o licenciamento das pedreiras.

"Além da DGEG participam nestas vistorias elementos da ACT [Autoridade para as Condições de Trabalho], CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], ARH [hoje Agência Portuguesa do Ambiente] e Câmara Municipal de Borba", diz. O ministério refere a realização de "reuniões ocorridas com os exploradores e respetivos responsáveis técnicos das pedreiras n.º 5145 e 5201 ("Olival Grande São Sebastião", que está ativa e "Carrascal JS", que está em "suspensão de lavra").

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.