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Prisão Vale dos Judeus

Com um telefonema por dia na cadeia "como é que se mantém uma ligação com os filhos, a família?"

Ricardo José da Silva Jacinto tem 41 anos. É sacerdote desde os 24 e há seis capelão do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus. É através dele que o DN faz uma viagem ao que se sente e ao trabalho que se faz dentro daquela prisão.

Padre Ricardo ou, simplesmente, senhor padre, assim é tratado, fora e dentro dos muros de Vale de Judeus. Quando se tornou padre mal sabia que um dia viria a tornar-se capelão de uma prisão de alta segurança. Na altura, sentiu que "tinha sido lançado aos lobos", retardou a entrada, mas um dia meteu-se no carro e fez os 17 quilómetros que o separavam de sua casa até à cadeia. Hoje, assim que passa os portões sente-se em casa, mas começou sozinho, tantas vezes na capela, só ele e o guarda, até chegarem os primeiros quatro reclusos, depois cinco, seis e sete. Uns foram trazendo outros, e já são mais de 20 os que acompanha semanalmente e de forma regular.

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Betinho

"NBA? Havia campos que tinham baldes para os jogadores vomitarem"

Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus há seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.