Premium O vinho da talha é feito em Vila de Frades como no tempo dos romanos e assim é que é bom

Rui Raposo, presidente da Câmara da Vidigueira, está decidido a fazer do vinho da talha património da humanidade. E em Vila de Frades, onde a tradição é fortíssima, dá-nos a conhecer produtores como o professor Arlindo e a neta Teresa ou António Honrado. Vai um copinho de petroleiro?

Quem não souber que Vila de Frades é a capital do vinho da talha até poderá pensar que são ânforas as formas desenhadas nas portas do edifício inspirado nas ruínas romanas de Cucufate e que, terminada a renovação, servirá para promover a tradição vínica da terra. "São talhas, claro, cuja forma serve na perfeição para a fermentação, enquanto as ânforas são melhores para transportar. Mas devemos aos romanos ambas", explica Rui Raposo, presidente da Câmara da Vidigueira, concelho afamado pelo vinhos, da talha mas não só. "Também produzimos bom vinho do outro", do que fermenta não em barro mas sim em barris de madeira, acrescenta o autarca que me serve de cicerone nesta reportagem em Vila de Frades, aldeia mesmo junto à sede do concelho, essa Vidigueira da qual Vasco da Gama foi conde.

Desde o nosso encontro, ao início da tarde, às portas da sede da junta de freguesia, que Rui Raposo não para de cumprimentar pessoas. São os cinco reformados que partilham um banco de jardim, todos de boina que o sol no Baixo Alentejo é quente mesmo no inverno, é a D. Mariana (o autarca parece saber o nome de toda a gente), é a sogra, D. Esperança, que lhe pergunta pela menina, a neta Francisca que nesta tarde está com um pouco de febre. "Tem 4 anos. E a caminho vêm gémeos", diz, em tom de pai orgulhoso o autarca comunista, de 41 anos, cujos pais são da Vidigueira, mas que, entretanto, comprou casa em Vila de Frades, terra da mulher.

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