45 anos

Ao longo dos últimos 45 anos, houve algumas transformações na sociedade portuguesa com um denominador comum. Quando, no início da década de 1980, o poder político se preparava para defender a energia nuclear para o nosso país, ainda antes do desastre que viria a ser Chernobyl, houve quem se opusesse desde a primeira hora.

Quando, no início da década de 1980, a interrupção voluntária da gravidez era punível do ponto de vista criminal, ainda que em situações como a de violação ou de má formação do feto, houve quem corajosamente defendesse a sua descriminalização.

Quando, nas décadas de 1980 e 90, existia o serviço militar obrigatório, houve quem defendesse o seu fim e a objeção de consciência, com a convicção de que o serviço militar deveria ser por vocação e não por obrigação como até então acontecia.

Quando em Portugal nada existia em matéria de políticas de juventude, houve quem defendesse, por exemplo e de forma pioneira, a criação do cartão jovem ou de uma rede de pousadas da juventude, como depois viria a acontecer.

Quando o corporativismo se preparava para lançar mais entraves no acesso de jovens à sua profissão, houve quem se opusesse, por exemplo, criticando e repudiando o exame de acesso ao estágio como uma ordem profissional quis fazer.

Quando o poder político promoveu uma alteração regulamentar que pretendia retirar a bolsa de estudo a estudantes cujos pais tinham dívidas ao fisco, houve quem se opusesse porque essa medida atacava profundamente a igualdade de oportunidades que devemos promover no nosso país através da educação.

Quando a crise migratória atingiu um dos seus picos mais negros e dramáticos, o Mediterrâneo se transformou num cemitério mesmo às portas da Europa e milhares de refugiados aguardavam em campos em alguns países europeus, houve quem se mobilizasse para ir à Grécia entregar dez toneladas de bens essenciais num dos campos de refugiados.

Quando a situação de portugueses, lusodescendentes e venezuelanos se agudizou com permanentes atropelos aos mais elementares direitos humanos por parte do governo de Maduro, houve quem defendesse a realização de eleições livres e a democracia na Venezuela.

Quando a sociedade portuguesa clama por mais transparência para a vida política e mais escrutínio no processo legislativo, houve quem defendesse que um dos instrumentos de promover a transparência na vida política é legalizar o lobbying em Portugal.

Quando em Portugal as famílias de acolhimento recebiam crianças e estavam impedidas de poder deduzir as despesas com a sua educação ou estavam privadas de as poderem acompanhar ao médico sem que essa fosse considerada uma falta injustificada, houve quem estivesse ao lado destas famílias e destas crianças propondo medidas concretas que vieram a melhorar a sua vida.

O denominador comum de todas estas transformações é a Juventude Social-Democrata que protagonizou cada uma destas conquistas. A Juventude Social-Democrata nasceu há 45 anos e também por isso está de parabéns.

Presidente da JSD

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