Premium Votos por tudo e por nada. Deputados tentam triagem para controlar frenesim

Só nesta quinta-feira foram realizados 43 votos no Parlamento. Uma proliferação que vai ser regulada na comissão que está a tratar da revisão do regimento da Assembleia. Ferro voltou a pedir "bom senso".

O frenesim da apresentação de votos no Parlamento por tudo e por nada - congratulação, pesar, solidariedade, condenação, etc., etc., etc. - dá sinais de agravamento a cada dia que passa. O guião das votações desta quinta-feira revela nada mais nada menos do que 43 votos, espalhados por 12 páginas.

Os temas tanto podem fazer todo o sentido - de pesar pelo falecimento do psicanalista Carlos Amaral Dias, por exemplo, apresentado pelo próprio presidente da Assembleia da República - como ser quase do domínio do absolutamente surpreendente: ​​​"de condenação e pesar pelo esfaqueamento de três menores em Haia" (do Chega); de "congratulação pelo fim da utilização de elefantes para passeios turísticos no Camboja" (do PAN); de "condenação pelo lançamento pela Coreia do Norte de projéteis em Dia de Ação de Graças dos EUA" (CDS-PP); de "condenação pela agressão de uma professora grávida em Marvila" e de "condenação pelo preço dos passaportes na Venezuela".

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