Premium "Salazar teve uma estratégia clara desde o início da Guerra: a neutralidade. Mas também se preparou para uma 'Europa alemã'"

Entrevista ao historiador António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, nos 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, que se assinala nesta sexta-feira.

Os cinco países até hoje membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU são apresentados como os vencedores da Segunda Guerra Mundial. No seu entender, há alguns que merecem mais esse título do que outros?
São os vencedores que estão na base da nova ordem mundial do pós-guerra, aliás os mesmos que dividiram a Alemanha em zonas de ocupação administrativa e militar. Claro que a França conseguiu esse estatuto graças ao general De Gaulle e ao facto de ser uma potência colonial importante. De Gaulle conseguir esse estatuto invejável no quadro de uma França ocupada e com o governo colaboracionista de Vichy.

Há para si um momento decisivo no conflito que explica a derrota dos países do Eixo?
Por mais voltas que se deem e as histórias da Segunda Guerra Mundial são infindáveis, é na Frente Russa que a conjuntura militar se inverte e o caminho da derrota do Eixo se inicia, mas isso não é uma explicação, essa encontra-se na coligação entre a Rússia e os Aliados e sobretudo na intervenção militar dos EUA. Por outro lado, a natureza do poder político nazi e a radicalização também foram elementos decisivos. Isto claro sem introduzir a guerra na Ásia, com o Japão.

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