Beau Bledsoe nas ruas de Alfama com a sua guitarra portuguesa.
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Fado

A história do músico de Kansas que traz americanos para ouvir fado em Lisboa

Se há vida em que a palavra fado faz sentido é na do músico Beau Bledsoe. Aprendeu tudo sobre a música e a tocar guitarra em Lisboa. Voltou a Kansas City e todos os anos regressa, com americanos que vêm do Missouri para Portugal... ouvir fado.

Que as casas de fado andam cheias de turistas não é novidade. Já era assim antes da explosão do turismo em Lisboa e antes de Madonna as frequentar. Talvez por isso, porque o fado e os fadistas estão habituados a forasteiros, pouco mudou sob influência deles. Provavelmente até melhorou: há cada vez mais fadistas, multiplicaram-se os lugares para tocar e cantar, o mercado cresceu. E os fadistas continuam a cantar igual, de olhos fechados e peito cheio. Os guitarristas tiram os melhores sons das suas guitarras, como se de frente para uma plateia de entendidos estivessem sempre.

Nesta noite, na Mesa de Frades, há mais uma prova das virtudes disto tudo. Há um grupo, uma mesa corrida, 29 cabeças loiras e roupas claras indicando a sua proveniência: são americanos. Mas parecem conhecedores. Uns fecham os olhos, outros abanam a cabeça, com respeitosa consonância. E os que se atrevem a tirar uma fotografia fazem-no com som e flash do telemóvel desligados.

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